Capitulo 1
Acordei naquela manhã nebulosa, fazia frio e o vento assoprava meus cabelos enquanto eu passeava pelas ruas vazias. Estava indo para o meu colégio chato, com professores chatos, líderes de torcida metidas e esnobes, e garotos dando em cima de qualquer menina a vista (principalmente eu, não que eu gostasse de algum deles)
Não queria ir para o colégio hoje, ou como eu o chamava minha ‘tortura particular’. Agora minha ex-tortura particular. Desde que o menino chamado Dimitre Herman havia entrado na minha classe, eu não ficava mais quieta na aula. Ele era tão perfeito e, droga ele era tão inesquecível.
Todos no colégio falavam nele. Garoto novo, não só inteligente, mas muito bonito e educado. Os olhos verdes, cabelos pretos, corpo perfeito, pele pálida e expressão tão misteriosa. A cada dia que passava, eu estava mais interessada nele, assim como todos no colégio.
Jenny Parkin, uma líder de torcida loira (tingida) e de olhos verdes claros não perdeu tempo jogando charminho para ele na aula passada, nenhum dos garotos (com exceção ao Jean meu amigo) jamais ignorou à jogada irritante de cabelo loiro (tingido) pelos ombros. Mas, ele nem se quer ligara, tinha saído de fininho, educadamente deixando ela parada com cara de boba no meio do pátio. Uma das razões por eu me atrair a ele, alem de todas as razões obvias, foi o mico que ela pagou.
Cheguei ao colégio ainda cedo, encontrei com minha amiga, Pamela Kather. Ela tinha cabelo pintado de tom alaranjado e cacheado, ela era meio bronzeada e tinha os olhos pretos. Ela e eu éramos amigas desde a segunda serie, e desde então, não nos separávamos.
Pam estava contando sobre uma viajem dela no final de semana, mas eu não estava prestando muita atenção. Estava mais interessada em uma novata, ela tinha cabelos loiros, cacheados, olhos pretos e sombrios. Ela estava sentada, imóvel e parecia estar procurando alguma coisa. Seus olhos atentos vasculhavam o pátio. E derrepente olhou para mim, os olhos faiscaram. Eu desviei rapidamente o olhar. Quem era aquela garota?
Chegando à sala de aula, sentei perto da janela. Sim, era um ótimo lugar era bem fresco e longe das pessoas irritantes, metidas e esnobes (Jenny em particular). A Pam havia sentado perto do Jean, e conversava animadamente com ele. Mas, para a minha surpresa Dimitre estava sentado do meu lado. Eu não havia percebido como ele era encantador de perto, ele parecia que era esculpido por um artista talentoso e muito realista. Meu caderno caiu, e a garota do pátio, que estava sentada atrás de mim pegou.
- O caderno é seu, Katherine? - A voz dela soou com precisão, calma e firme. Reparei em Dimitre do meu lado, ele se assustou um pouco com a voz da garota, mais disfarçou mudando de posição. Hey, como ela sabia meu nome? Eu não perguntei.
- É sim... - Minha voz falhou enquanto pegava o caderno da mão gelada e delicada dela.
Eu fiquei a aula toda inquieta. Mudava de posição freqüentemente. Vi Dimitre olhar para mim pelo canto do olho, mas existe uma possibilidade de ele ter olhado para a garota atrás de mim. Tudo que eu sabia é que eles dois estavam quietos demais. Mas, ao contrario de Dimitre, a garota tinha um sorriso de deboche na cara. Estava tudo muito tenso, porque a aula não acabava logo?
E com um susto percebi que o professor estava explicando um trabalho:
-... E então vou juntar duplas, e vocês terão que ir para o Museu Municipal de Camargo para a estréia da exposição de ruínas medievais. Façam um texto sobre a Idade Média. Isso vai valer um terço na nota de vocês. Ah, e as suas duplas vão ser o aluno do seu lado esquerdo. Rápido! Juntem-se, sem barulho. Rápido!
Ouvi uma espécie de rosnado atrás de mim. E então percebi, o Dimitre era meu parceiro. Ele iria comigo para o museu, e faria o texto comigo. Virei-me, mas ele já arrastara a cadeira com facilidade absurda até a minha.
Coloquei uma mecha dos meus cabelos lisos e castanhos atrás da orelha. Isso acontecia freqüentemente quando estou nervosa, ou até ansiosa, nesse caso, eu estava os dois. Era meio que um defeito meu, se bem que muitos admiradores meus achava um charme. Otários.
- Então... Seu nome é Katherine? - Ele perguntou a voz dele era firme, e aconchegante como veludo.
- Sim, Dimitre. - Eu respondi, ele não pareceu surpreso por eu saber o nome dele. Mas, ele estava inquieto, olhava para trás toda hora, para aquela garota loira enquanto fazíamos a pesquisa em livros que o professor dera, o nosso texto ficou muito bom.
Depois da aula, saí pelo corredor rapidamente, mas ouvi um ruído e parei. Aproximei-me da porta e ouvi uma conversa particular dentro da sala. Comecei a andar de novo, mas parei imediatamente a ouvir a voz dele.
- Saia daqui Meredith, ninguém esta fazendo nada de errado. - Dimitre disse apressado.
Aproximei-me um pouco da porta, o bastante para ver os dois. Meredith e Dimitre conversavam rapidamente. Aimeudeus, eu queria muito ouvir a conversa. Mas, não podia, eu não conseguia me mover para sair dali, este era mais um defeito meu, a curiosidade.
- Ninguém esta fazendo nada de errado ainda. Resolveu mudar de lado, Dimitre? - A garota loira falou com sua voz doce e sombria, ela se chamava Meredith.
- Quem lhe mandou aqui? - Ele disse
- Isso não vem ao caso agora, não esta sentindo? Alguém esta aqui. - Ela falou.
Demorou alguns segundos para eu perceber que ''alguém'' era eu. Era tarde demais. Ela saiu da sala, e me olhou pelo canto do olho. Eu cambaleei ao sair do corredor. Andando pela rua no caminho para casa, fiquei pensando na conversa. Eles escondiam alguma coisa, ''mudar de lado''? Talvez eu esteja entendendo errado, eles não podem ser malvados, nem de uma gangue e... Eu estava completamente louca. Mas de duas coisas eu estava consciente: Eu estava apaixonada por Dimitre, e que a Meredith me odiava.
Capitulo 2
O dia amanheceu, e já era sábado. Arrumei-me rapidamente, e sem tomar café corri para a porta, e abri o sol batia em meu rosto. O dia estava maravilhoso e belo, parece que todos os dias chuvosos e nublados se compensaram naquele único dia. Peguei a minha bicicleta e saí. Pedalava rapidamente, o vento quente soprando no meu cabelo. Raramente sábado parecia um dia aconchegante e tranqüilo, no sábado eu saia com amigos, minha mãe, fazia compras, ou era forçada a dormir na casa de Marie, minha prima irritante. Continuei pedalando.
Parei para tomar fôlego. Apoiei minha bicicleta em uma árvore e fiquei olhando o lugar que eu finalmente chegara. Era bem bonito, eu tinha que admitir, havia carvalhos lindos e flores variadas, mas o que me atraiu não foi às flores nem as árvores. No centro, havia uma estatua sinistra, era uma pessoa... Uma bela menina aparentava uns 7 ou 8 anos. E havia terror em seu rosto. Espinhos mal esculpidos de mármore pegavam o pé dela. Era uma estatua bonita tirando todo o suspense e terror que ela aparentava, mas nunca havia visto ela... Que tipo de pessoa colocava uma estátua dessas em um parque?
Um menininho de 6 anos passeava por ali, sem companhia. Olhei para ele e sorri:
- Olá – Eu disse.
Ele caminhou até a esquina, me fitando com os olhos. E sem dizer nada, cruzou a esquina silenciosa. Caminhei até minha bicicleta, e pedalei de volta para casa. No caminho avistei minha mãe chegando, ela fora ao mercado. Havia trazido uma sacola cheia de compras. Fui ao para meu quarto, a casa estava tão tediosa. Peguei meu caderno e comecei a rabiscar.
Eu adorava desenhar quando pequena, mais depois que meu pai morrera, a arte sumira de mim, como um nevoado de frio some perto do sol. Desenhei a estatua do parque, não estava perfeita, mas estava parecida.
Peguei o desenho e guardei no meu caderno escolar. Deitei na minha cama, e fiquei imaginando coisas, tentando resolver duvidas, e me concentrar algo que não seja Dimitre. Concentrar normalmente foi uma tentativa sem sucesso.
Passei a parte da tarde no computador e fazendo lições de casa. Dormi tarde. E nem percebi quando já era de manhã.
- Kath? – Minha mãe perguntou quando me ouviu descer as escadas – Vai á algum lugar?
- Passear, mamãe. Talvez eu passe na casa da Pam, há muito tempo que não falo com ela... – Era meia verdade, talvez eu passasse na casa da Pam. – Posso ir?
- Claro. Pode ir filha. – Ela disse compreensiva.
Eu caminhei lentamente pela praça silenciosa, as pessoas na segunda-feira não costumavam sair tão cedo assim. Às vezes alguns iam correr, mas hoje a praça estava deserta. O vento soprava em meus cabelos, chicoteando meu rosto.
O vento derrepente ficara mais forte ou era impressão minha? Olhei para os lados, não havia ninguém a mais na rua. Eu estava só. Ouvi passos e agitação por trás das árvores, comecei a correr. Corri tão rápido, que quando cheguei à esquina tive que parar. Não havia ninguém atrás de mim, fora o vento. Só o vento... Só o vento? - Não sabia responder.
Cheguei em casa, minha mãe havia saído. Tinha um bilhete pendurado pôr um imã na geladeira. Ele dizia ‘’ Volto logo, fui à casa da Betty. Se acontecer algo ligue para mim. Beijos, mamãe. ’’
Sem minha mãe e a risada histérica dela, a casa ficava silenciosa demais. E eu não precisava de mais silêncio na minha vida. Resolvi então sair. Mais para onde? Se qualquer lugar que eu vou me sinto perseguida por uma pessoa imaginária.
Sentei-me no sofá, chateada comigo mesma. Então muito derrepente o telefone tocou. Eu fiquei pasma. Ah, qual é. Era só o telefone. O barulho do telefone ecoou pela sala. Caminhei lentamente, para atendê-lo.
- Alô? – eu disse.
- Oi Kath, aqui é o Dimitre.
Eu gelei. Aimeudeus!
- Ah, sim. Dimitre, o que aconteceu? – Balbuciei.
- O professor marcou da turma se encontrar no museu, foi de ultima hora. - Ele explicou.
- Como conseguiu meu telefone? – Perguntei sem pensar.
Ele demorou de responder. Corei mais ainda.
- A escola tem todos os telefones, Kath. – Ele respondeu finalmente.
- Ah... – Me senti estúpida. – Vou já para ai, só vou tomar um banho.
- Se encontramos lá então. – ele desligou o telefone.
Capitulo 3
Eu corri para me arrumar, isso seria um encontro, já que ele me convidara. Ri da minha própria burrice. Ah que besteira! Peguei um short jeans, e uma blusa vermelha simples. Depois de me arrumar, fui à sala de estar. Escrevi um bilhete para minha mãe contando aonde eu ia. Saí. Ainda estava muito ensolarado. Peguei meu caderno escolar, minha bolsa transversal e saí.
O Museu Municipal de Camargo era bem perto da minha casa, já que ficava perto do colégio. Quando cheguei, reparei que todos da minha sala estavam lá. Menos a Pamela. Ela adorava faltar trabalhos.
- Oi. – Falou alguém atrás de mim.
Eu me virei, e dei de cara com a Meredith. Ela exibia um sorriso, não do tipo amigável havia sarcasmo no sorriso dela. Como eu queria dar um murro nela e arrastá-la morro há baixo com aquele rostinho delicado e cabelo loiro de merda.
- Olá – Eu respondi.
Estava cansada disso. Seja ‘disso’ o que isso for. Ainda mais, o que ela poderia contra mim? Ela só era mais uma estudante. Ou não? Argh. Inferno!
- E então, como foi o seu final de semana? – Ela levantou uma sobrancelha provocante.
- Não poderia ser mais perfeito. Não que isso seja da sua conta – Falei friamente.
- O meu também, fiquei com uma ''amiga'' minha, ela é tão bobinha. - Ela riu-se ignorando minha resposta ignorante.
- Mais boba que você? Porque isso eu duvido muito. – Falei, e ela saiu dando gargalhadas silenciosas.
Eu tinha certeza agora. Eu tinha visto ela lá no parque. Eu não estava maluca. Ela era diferente, e eu nem sabia por que ela me perseguia. Dei meia volta, e entrei no museu. O lugar era bem iluminado, as paredes e o piso feito de mármore. Bem no centro, havia um balcão elegante, onde tinha uma mulher simpática e loira sentada. Eu continuei passeando pelo museu quando reparei que uma menina estava atrás de mim. Ela era da minha idade, e aparentava ser muito inteligente, cabelos crespos e olhos verdes muito bonitos. Ela sorriu.
- Você é a Kath? – Ela disse com sua voz infantil e meiga.
- Sou. – Eu respondi.
- Eu sou Bárbara, Bárbara Smith. Sou sua nova dupla. – Ela falou.
- O que? – Eu disse meio desesperada. Era apenas um engano, tinha que ser.
- Ao que parece, o Dimitre pediu ao professor para fazer dupla com a Meredith. Ele preferia fazer dupla com ela. Então eu era a dupla dela, e aceitei trocar. Prazer.
- Prazer... – Eu disse em duvida do tristonho e do enraivada.
Eu e a Bárbara caminhamos pelo museu fazendo anotações. Mais a única coisa que me incomodava era o fato que ele me trocara pela Meredith. Inferno! Eu nunca me sentira assim de modo algum, estava morrendo de raiva e tristeza.
- Kath, você não parece bem. Quer um copo de água? Parece que você vai vomitar – Ela falou.
- Eu só preciso tomar um ar fresco, fique aqui. Eu estou bem, obrigada – Eu corri para fora. As lagrimas corriam no meu rosto. Eu não podia evitar.
- Meredith! Pare de atormentá-la!
- Ah, eu só estou brincando um pouco. O que você quer trocando de dupla? Espionar-me, Dimitre?
- Exatamente. Vamos parar com o assunto. Tente transparecer normal, ou alguém pode... – Ele parou.
Eu limpei as lagrimas. Sem medo eu avancei, dei de cara com eles dois parados de frente para o outro conversando, ou melhor, discutindo.
- Legal, não pode mais ter privacidade? – Meredith murmurou ao sair, tombando propositalmente de ombro comigo.
Eu avancei, ainda olhando para trás. Ele estava com o olhar de pena? Ou seria olhar de arrependimento? Não sabia. Corri um pouco, ainda sem olhar para frente virei. Tropecei, mas me apoiei na grade. Alguém me ajudou a levantar. Dimitre. Hoho... Não podia ser. Ai, eu era mesmo estúpida, alguém pegue uma pedra e jogue em minha cabeça agora para eu ficar inconsciente demais para me lembrar desse mico.
Meus olhos encontraram os dele. E dessa vez, eu não desviei meu olhar.
- O que foi isso? – Eu perguntei.
- Da próxima vez tenha cuidado. – Ele falou rígido.
- Não, não é isso. Não só isso. É tudo. A Meredith me perseguindo, as suas conversas com ela e...
- O que você ouviu? – Ele me interrompeu.
- O bastante para saber que ela é perigosa. – Eu rebati.
- Perigosa? De que tipo, Kath? - Ele me provocou.
- Eu não... Eu não sei. Mais vou descobrir.
- Não tente. – Ele falou sombriamente.
- Porque ela me odeia? Ela me persegue, e eu nem conheço ela.
- Ela não lhe odeia. E ela não esta perseguindo.
- Então o que você quis dizer com ‘’ Atormentar’’. - Eu disse.
- Um obrigado já servia Katherine. – Ele falou friamente.
- Obrigada! Eu quero explicações. - Pressionei
- Isso não é da sua conta! – Ele murmurou e eu tremi com as palavras tão frias dele, então ele acrescentou – Me desculpe.
- Tudo bem...
- Olhe, eu te explico depois tudo bem? Encontre-me na praça perto do colégio, depois da ultima aula amanhã, já que estamos em junho.
- Na praça? – Eu engoli seco, eu estava muito ansiosa mais depois daquela duvida toda para saber de alguma coisa, eu queria ignorar aquilo, tapar os ouvidos, e sair cantarolando para casa.
- Se quiser saber, eu conto.
- Tá, tá... Claro! – Eu respondi.
Achei estranho mais não discuti com ele sobre isso. Quando voltei para casa, já havia anoitecido. Eu já fizera o trabalho. Eu respirei profundamente. Minha mãe havia chegado e tinha feito a comida. Mas, eu não estava com fome. Subi para meu quarto. Deitei na cama. Tentei raciocinar alguma coisa. Mas, a calada da noite me fez adormecer.
Capitulo 4
Acordei cansada. Estava tarde, eu dormira demais. Hoje era o ultimo dia de aula, iríamos entrar nas férias de Junho. Tomei meu café rapidamente, minha mãe estava dormindo ainda. No colégio, eu havia chegado atrasada. Sentei na carteira do fundo. Dimitre estava na frente, Meredith no meio com o seu sorriso de sarcasmo no rosto, e a Pamela sentada no fundo com o Jean, que acenou discretamente quando eu entrei.
Eu esperei a aula acabar, não conseguia agüentar aquele clima tenso. O professor explicava a Química, e eu assentia não ouvindo uma palavra do que ele dizia. Eu estava ansiosa demais. Não queria saber do assunto da química, e que droga porque a aula estava demorando tanto?
E finalmente o sinal tocou depois de todas as aulas longas. Despedi-me da turma, e sem demora corri para a praça. Fazia sol. E ele já estava lá. Apoiado em uma árvore.
- Oi – eu disse.
- Olá. – ele respondeu.
- E então?
- Se isso não lhe envolvesse. Eu nunca contaria a você. Depois que eu contar, você estará á vontade para me chamar de louco, hipócrita e correr.
- Eu não farei isso. – Eu disse confiante.
- Você esta correndo um grande perigo. Você é uma Geinsth.
- O que? – Eu disse com uma risada nervosa.
- Há muito tempo, os humanos, eles encontraram um anjo das sombras. Eles acharam que esse anjo, era um demônio, pelo fato de ser tão misterioso e prever coisas. Eles na época tentaram matá-lo de várias formas, mas não conseguiam. Só o que não sabiam, era as sombras se revoltou, e cada descendente dele, do humano que provocou aquilo tudo, a cada cinco anos irá morrer, e sua alma ceifada pela a espada. Você é uma descendente, Katherine.
- Eu? – Falei surpresa. Mesmo assim tive vontade de correr, e isso era inevitável – Porque eu deveria acreditar em você? Isso é loucura.
- Porque eu sou um anjo das sombras, encarregado da sua morte. – Ele disse, e eu tremi me afastando um pouco, aquilo tinha que ser uma pegadinha, tinha que ser... – Mas, eu abandonei a vida das sombras, e agora a Meredith esta me caçando, esta de olho em mim... Ela esta desconfiada.
- Isso... É loucura. Olhe, eu não acredi... Prove-me. – Eu desafiei, achava aquilo um absurdo enorme. Mais se eu demonstrasse pavor ou até mesmo fraqueza, ele iria rir de mim. Andei vários passos para trás. Eu queria correr e gritar, mais continuei lá.
Ele sorriu. Agachou-se, tocando a terra. Então algo aconteceu: a sua blusa rasgou. Mostrando os músculos dele. Ele não era ’bombado’ que nem os outros, ele tinha o corpo perfeito. Mais algo atrás dele nascia. Asas pretas. Eu dei mais passos para trás, quase caindo. A praça estava deserta ainda.
- Então? – Ele respondeu calmamente.
- Meu Deus! – Eu exclamei apavorada, eu admito que eu queria correr, mais minhas pernas vacilaram. – O que...
- Não, agora estou aqui para lhe proteger. Katherine Walker. Agora que eu me transformei em anjo tão perto de onde os humanos estão, a Meredith já deve saber. Temos pouco tempo até que ela comunique ao Paul, o anjo chefe. E aí tudo piora... Segure-se em mim.
Eu não me movi, estava chocada. Ele me pegou rapidamente e voou. Durante toda minha vida, imaginei como seria voar. Nunca pensei que seria tão nauseante. Cada minuto no ar parecia que eu estava de cabeça para baixo, numa roda gigante
- Onde vamos? – Eu perguntei enjoada.
- Para o único lugar seguro, o templo sagrado dos anjos do bem. Mas só você poderá entrar. Minha alma ainda é obscura, apesar de eu ter me convertido a não matar. – Ele disse.
- Não vou lhe deixar. Não. Não! – Eu disse enquanto ele me empurrava para um templo, parecia mais uma igreja.
- Você não tem escolha, entre. Se eu pisar no chão sagrado eu queimarei até virar pó. – Ele disse tentando me empurrar para dentro do templo, e finalmente conseguindo. – Você é teimosa, hein?
- Mas, e a Meredith? – Eu perguntei.
- Meredith, é nosso mínimo problema, Kath.
Capitulo 5
Dimitre estava na beirada da porta, o seu limite. Ficava pensativo demais. Ele parecia perplexo.
- Dimi, você esta bem? - Eu me aproximei da porta.
- Sim, só estou fraco e cansado. - Ele disse e abrindo um sorriso largo acrescentou - Vou ficar bem. Escute, se acontecer alguma coisa... Não saia daqui. Mesmo que eu morra aqui fora, fique ai dentro. Prometa-me. - Eu não respondi - Me prometa Kath. - Ele insistiu.
- Eu prometo. Mas, por favor, me conte mais sobre você. - Eu pedi.
- Ok. Sou o único forçado dos anjos a ser um anjo das sombras. Eu fui transformado com 18 anos. E contínuo envelhecendo, mais imortal. Fim. - Ele terminou essa ultima parte com sarcasmo.
- Mais, quero saber por que você foi para a minha escola. Quero saber, tudo. Alem disso, porque você foi forçado? - Eu insisti.
- Eu fui para sua escola por um motivo: Trazer-lhe para o chefe dos anjos da sombra. Mais perguntas?
- Sim, como o primeiro anjo das sombras nasceu?
- Ah... - Ele demorou a responder. - Quando o dia foi criado. Um pedaço dele escapou, e assim foram criado os anjos do bem. Quando a noite foi criada, um pedaço da noite escapou, e assim foram criados os anjos das sombras, mas... - Ele parou, havia ouvido passos entre as folhas. – Se eu fosse você, eu não julgaria ninguém como do bem, ou do mal. Os anjos do bem por muito tempo torturavam a gente, quando queríamos fugir. Mais ai Paul escapou e criou seu próprio exército.
- Porque você foi forçado? – Eu perguntei.
Ele não respondeu. Contemplou a grama.
- Porque... Porque alguém me capturou, na primeira guerra dos anjos. O mundo estava um caos, anjos do bem matando anjos das sombras, e vice-versa, os humanos eram mortos sem piedade pelos dois. E me levou para Paul, então, ou era morrer ou era se transformar e ajudá-los – Ele começou mais as folhas se agitaram.
Eu engoli seco.
- Mais cedo, ou mais tarde você terá que sair Katherine. - Uma voz arrepiante falou. Era Meredith. – O exército de Paul, irá vir.
- Ela nunca saíra daí, enquanto eu não lhe mandar queimar para o mármore do inferno, Meredith. - Ele disse sombrio. Ele fechou os olhos e asas pretas nasceram das suas costas musculosas.
- Mas, ela sairia para salvar o amorzinho dela? Veremos. - Ela disse, asas cresceram das costas dela. Asas pretas, assim como as de Dimitre.
- Não! - Eu berrei enquanto eles voavam e lutavam. - Não o machuque, sua vadia!
Eu não esperava parar ela chingando ela, mais é um impulso meu. Ela voou mais alto, ele a seguiu. Dimitre fez uma manobra no céu, em círculos, mas a Meredith era rápida e ágil demais. Ela pegou o braço musculoso dele, e arranhou com suas garras. Eu dei um paço a frente. Agora estava dois passos da porta. Se eu pudesse sair, e distrair ela, ele poderia vencer a batalha. Mas, ele seria rápido o suficiente? Eu não tinha tempo para pensar. Dei o segundo passo.
- Pare Kath, você prometeu! - Ele gritou.
Eu dei mais um paço, estava na beira da porta. E derepente algo aconteceu. Dimitre brilhou, como um fogo-de-ártificio. E um jorro de luz brilhante atingiu Meredith. Que no chão reclamou:
- Miserável seja o seu poder, Dimitre. - E assim com um grito apavorante de dor, ela desapareceu. Eu cambaleei. Ele se aproximou de mim, me olhou nos olhos e disse:
- Nunca mais, eu disse nunca mais me assuste assim! - ele respirou profundamente e riu nervoso.
- E agora? Tudo acabou? - Eu disse esperançosa.
- Não, vou levar você para casa. Terá que ter cuidado, eu sempre vou estar lhe vigiando, mas você tem que ter cuidado.
- Como chegamos a minha casa? Estamos muito longe.
- Ora, voando. - Ele sorriu e me pegou pelos braços e me puxou para as costas. Eu me sentia uma boneca de porcelana junto da força angelical dele, literalmente.
Cheguei em casa, nas costas do meu anjo. Eu entrei em casa trêmula. Subi as escadas, por sorte minha mãe ainda não tinha chegado. Olhei-me no espelho. Eu realmente estava um trapo, meus cabelos bagunçados, minhas roupas sujas, rasgada e tinha um corte na testa. Se minha mãe chegasse em casa e me encontrasse assim ela iria achar que fui assaltada. Corri para o banheiro. Lavei-me, e fui me arrumar. Coloquei um jeans e uma blusa branca. Quando acabei de me arrumar, minha mãe chegou.
- Olá Kath! - Ela disse ao me ver.
- Oi mamãe.
- Filha, tenho que ir trabalhar hoje de tarde. Fazer o turno extra. Então, fique em casa e tome cuidado.
- Ok, mãe.
Passei um bom tempo fazendo a tarefa. Resolvi ir para a cozinha, comer. Foi ai, que as luzes se apagaram. Eu não me movi. Fiquei onde estava silenciada pelo medo. Passos se estreitava pelo corredor. As luzes piscaram, mais nada de se acender. Derrepente ficou tudo escuro.
Acordei. Eu não estava em casa. Espiei pelo canto do olho. Estava numa sala ampla. Parecia um tipo de prisão. Eu abri os olhos, ninguém estava na sala. E eu estava acorrentada pelo braço no chão. Levantei-me, meu pulso doía.
Capitulo 6
Meu coração estava acelerado.
- Já acordou Katherine? - Um rapaz falou. Ele tinha cabelos arrepiados, sorriso perverso e olhos pretos. Era bonito e perfeito como o Dimitre, não precisei de mais nada para perceber. Eu estava no Mundo das Sombras e aquele era Paul.
- Ora, ora. Resolvemos não lhe matar. Você tem uma força incrível, vamos lhe transformar. É claro que primeiro temos que perguntar. - Ele chegou mais perto.
- Nunca - Falei desafiando-o.
- Sabia que seria assim. O Petric e a Samanta vão cuidar de você. Acho que antes do meio-dia você será um anjo. - Ele disse com a voz sombria.
Uma garota de cabelos pretos, longos e pálida veio junto a um garoto com cabelos cacheados e castanhos. Ele estava confuso, mas foi ajudar Samanta. Eles me pegaram com força. Pareciam que eram pessoas de pedra. Robôs, sei lá o que aqueles infernos eram.
- Por favor! - Implorei.
- Cale a boca - Samanta falou com raiva. Mais os olhos de Petric me fitaram, cheio de pena. Mais depois ele acompanhou a Samanta.
- Dimitre virá aqui e acabará com vocês. - Falei duramente para eles. Eles riram com gosto. - O que foi?
- Foi o Dimitre que trouxe você para cá. - O loiro disse a expressão rígida.
Eu perdi o chão. Talvez fosse mentira... Mas, ele não estava ali. E também, para quê o Dimitre iria me levar só agora, se estivera tanto tempo comigo e com chances de me matar? Pegaram-me e puseram em cima de uma bancada como se eu fosse uma boneca. Paul chegou. Colocou a mão na minha testa, e murmurou umas palavras em grego. Eu fiquei sonolenta. Tudo girava ao meu redor. Caí no chão me debatendo. Por um longo tempo, fiquei ali parada. Um grito sufocante soprou nos meus ouvidos. Perdi a respiração. Senti um poder incrível subindo. Adormeci instantaneamente.
Acordei, me sentia muito forte. Não havia correntes em meus pulsos. Eu não estava preocupada com o fato que eu tinha virado um anjo, e sim com o Dimitre. Ele havia me traído? Trouxe-me mesmo para esse mundo? Eu não podia acreditar. Uma força angustiante subiu no meu interior. Cai de joelhos no chão. Meu corpo parecia estar em chamas.
- Katherine! - Uma voz masculina falou.
Eu virei rapidamente, era Dimitre. Eu o fitei, ele estava mais pálido do que nunca. Estava com olheiras, e a expressão exibida em seu rosto era de dor.
- Dimitre. - Eu falei. Corri para ele.
- Me... Perdoe-me, Katherine! Cheguei tarde demais! Eles a pegaram! - A culpa assumiu o seu rosto.
- Tudo bem, você não tem culpa... Eles mentiram, disseram que você tinha me levado para cá. - Eu disse.
- Aqueles... - Ele não teve tempo para terminar, passos ecoavam - Vamos! Rápido, pela janela. Você sabe voar?
- Não... Eu não tentei ainda. - Falei.
- Improvise. - Ele me pegou pelo braço, com leveza, e me puxou.
Juntos, voamos. Nós dois de mãos dadas no céu. Era fácil, assim como andar. Voamos sobre a praia rochosa, de águas escuras. Eu estava ficando fraca. Meus braços começaram a doer profundamente.
- Vamos parar aqui. Provavelmente você esta cansada - Ele me observou.
- Só vamos parar, quando eu realmente me esgotar. Não nos arriscaremos mais com eles - Eu disse.
Capitulo 7
Depois de varias tentativas para me fazer parar de voar, Dimitre finalmente conseguiu fazer eu pousar. Eu estava cansada, enjoada e com dor de cabeça. Paramos em uma estrada quente, arvores cercavam a pequena estrada. Tinha casas velhas, e estava vazia.
- Esta muito cansada? - Ele perguntou, fitando-me.
- Não muito. - Menti.
- Um... Acho melhor nós descansarmos e continuamos hoje de noite, sua mãe já deve estar preocupada, Katherine.
- Ah! Minha mãe, ela vai me matar e... - Eu parei. Não tinha pensado em uma coisa, será que eu iria ser normal com ela? Será que eu iria parecer uma humana?
- Você vai agir normal perto dela, ela não ira desconfiar. - Ele falou como se tivesse lendo meus pensamentos – Mas, vai ter força...
- Tudo bem. Estou morta de fome, vamos procurar algo para comer. - Eu mudei rapidamente de assunto.
- Sim, eu também estou. Vamos - Ele pegou na minha mão, e lentamente andamos.
A estrada estava totalmente vazia. Parecia que o lugar foi abandonado. Também, eu duvidava que havia algo que estivesse em boa condição ali. Achamos um restaurante, pequeno. Pegamos o resto de comida decente que havia lá, e partimos a pé. Depois de comermos, partimos. Minhas forças já restauradas. Finalmente chegamos a minha casa.
- Ah, bem vou entrar. - Eu disse. Já estava andando para a porta, quando ele me chamou.
- Katherine! - Eu voltei, e ele me beijou. Foi um beijo diferente, foi quente e aconchegante. Durou muito tempo. Eu fiquei tonta com seu hálito de hortelã. Quando acabou, eu demorei um pouco para sair do transe que ele deixara. Ele riu.
- Ah, tchau Dimitre. - Falei lentamente me dirigindo a porta enquanto ele ria.
- Katherine! - Minha mãe mal deixou eu respirar. Toquei rapidamente nas minhas costas. As asas haviam sumido. Ainda bem.
- Oi mamãe. - Falei.
- Onde você esteve a tarde toda? - Ela disse preocupada.
- Eu estive... - Era melhor dizer verdade, ou melhor, parte dela - Estive com o Dimitre. Meu namorado. Bom, era obvio que ele era meu namorado. Encostei-me na janela e o vi lá espiado, e rindo muito da minha cara. Eu fechei a cortina mal humorada.
- Seu namorado? - Ela perguntou incrédula.
- Sim. - Eu falei.
- Tudo bem. Mais quero conhecê-lo. Ok? - Ela disse agora bem animada.
- Ok. Vou para meu quarto terminar a atividade de hoje. - Eu disse correndo para meu quarto.
Chegando lá, acendi a luz.
- AH! - Eu gritei abafadamente quando eu vi Dimitre no meu quarto.
- Calma namorada - Ele falou sarcasticamente rindo.
- Oi - Eu corei.
- Olá Kath. Vamos passear um pouco? - Ele perguntou.
- Sim, mais você tem que entrar pela porta, chega de voar pela janela. – Falei ao reparar que a janela estava totalmente aberta.
- Ok - ele sorriu.
Enquanto ele descia pela janela e me esperava lá fora. Eu tomei um banho, e vesti uma calça jeans e uma blusa preta e branca que minha mãe havia me dado no natal passado. Olhei-me no espelho. E quase levei um susto. Eu estava bonita. Quer dizer, eu sempre fui. Mais estava bonita como um anjo. Cabelos perfeitamente castanhos, lisos, macios e brilhantes. Pele suave e branca, sem defeito algum, sem nenhuma espinha. Desci para a sala.
-Mãe, posso ir comer algo fora? Estou morrendo de fome. - Eu falei atropelando as palavras. Eu não era boa de mentir para minha mãe, ela sempre fora mais minha amiga do que mãe.
- Hum... Então pode ir. Mais juízo. Beijo, eu te amo Kath. - Ela disse com o rosto meigo.
- Também a amo mamãe. - Eu corri para a porta e encontrei-o.
- Demorei? - Eu falei.
- Nunca. - Ele riu.
- Vamos a onde? - Eu perguntei ansiosa.
- Surpresa. - Ele disse. Ele pegou em minha mão, e eu corei. Ainda não estava acostumada com aquilo.
Ele me levou ao restaurante mais bonito que já fui. Era chique e simples ao mesmo tempo, nada de muito glamour. Era arrumadinho, e fresco. Era típico de Dimitre me levar a lugares perfeitos. Sentamos em uma mesa, perto da enorme vidraça. Não dava para ver o luar. Mais as nuvens densas estavam cobrindo-a, fazendo aquela noite bonita de repente ficou misteriosa.
- Já escolheram? - A garçonete perguntou sorrindo. O sorriso e a meiguice dela me enjoavam.
Eu olhei para Dimitre, ele sorriu.
- Vamos pedir uma pizza de... - Ele olhou para mim.
- A minha de marguerita - Eu disse prontamente. Eu amava marguerita, minha mãe também. Como a maioria das coisas, a gente combinava.
- Sim, marguerita - Ele concordou - E uma coca, por favor.
A garçonete risonha anotou o pedido, e sorriu. E foi embora graciosamente.
- Esse lugar é muito belo, Dimitre.
- Acertei então?
- Sim, adoro lugares como esse.
Eu corri o meu olhar pelo espaço. E reparei que alguém me olhava. Era uma menina loira, cabelos cacheados, pálida e dos olhos misteriosos. Não poderia ser. Era a Meredith.
- Ah - eu arfei.
- O que foi? - Dimitre perguntou. Ele seguiu o meu olhar. E então viu. Ela deu um dos seus sorrisos.
- Ela, não morreu? Como? - Eu perguntei.
- Anjos não morrem assim tão fácil, Kath. - Ele disse
- O que fazemos? - Eu perguntei me acalmando.
- Bom, ela estragou nossa noite com certeza. Acho que a Rebecca pode tomar conta de você enquanto falo com Meredith. - Sim, ele disse isso como se ''falar'' não fosse ''matar'' ou ''brigar''. Ei, Rebecca?
- Rebecca? - Falei incrédula.
- É... Eu me esqueci de dizer que tenho uma ''família'' - Ele disse culpado.
- Eu não creio nisso! Dimitre! - Eu reclamei.
- Ah, é como se fosse família. Não de sangue. Tipo um grupo. Mais preferimos chamarmos de família - Ele riu. - Vamos! Ela pode atacar a qualquer hora, Kath.
- Tudo bem. - Eu me levantei com ele.
Entramos no carro. E ele dirigiu sem pressa. Mais mesmo assim eu sentia, estava preocupado e não queria demonstrar isso.
- E a sua família? - Eu perguntei.
- Ah, contem só três pessoas. A mais nova é Rebecca, Alex é o do meio, Samuel é o mais velho de todos. É bacana lá, Sam é engraçado, mais Alex é o mais ágil e habilidoso. A Rebecca é mais em defender do que lutar. Em fim, família feliz. - Ele disse. - É só?
- Sim. - Eu estava feliz por ele ter uma família. - Eles sabem de mim?
- Sim. Eu contei. - Ele sorriu. - E agora você é um anjo, e pode se unir a nossa família. Ligue para sua mãe, e diga que vai dormir na casa de sua amiga.
Eu fiz isso. Liguei, e disse que iria dormir na casa da Pam. Minha mãe não fez tantas perguntas.
Eu sorri. Chegamos a uma casa enorme, com jardins lindos, e tudo que uma casa tinha direito. Nós descemos do carro, e ele bateu na porta. Um menino muito lindo abriu a porta. Ele tinha cabelos arrepiados, branco como mármore, e olhos pretos. Esse era sem duvida o irmão de Dimitre. Ele fez um bico de avaliação para mim. Dimitre riu e empurrou-o para dentro da enorme casa.
Uma garota de cabelos longos, ruivos e branca estava sentada lendo, o que parecia ser '' A menina que roubava livros''. Ela parecia entediada. Outro garoto surgiu, no meio da sala. Cabelos cacheados, loiros, e parecia um anjo. Oh, minha nossa. Ele era um anjo. Todos naquela sala eram realmente bonitos.
- Essa é a Katherine. - Dimitre disse.
- Reparei - Disse o garoto de cabelos loiros rindo e me lançou um olhar de admiração.
- Cala a boca, Alex. - Dimitre falou quase rindo.
- Oi Kath - Rebecca disse, sorrindo.
- Olá - Eu falei, a minha voz saiu rouca. Eu esperava que ninguém percebesse. Mais Alex percebeu. Ele olhou para mim, e deu uma gargalhada. Parecia que Sam, Rebecca e Alex falavam mentalmente, rindo.
- Gente é o seguinte. Meredith voltou. E esta atrás da Kath, acha que será mais fácil matá-la do que a mim, porque ela ainda não esta treinada. E matando ela, vai me afetar... - Ele disse.
- Oh, o amor. Que coisa mais romântica - Alex disse fazendo uma imitação muito ruim de mim e Dimitre.
- Nossa! Como você é retardado, irmão - Disse Samuel, ele disse aquilo como se orgulhasse - Ah, ok. Ficamos de babá com sua namoradinha.
- Gente! - Dimitre disse rindo.
Eu corei. Rebecca se levantou rapidamente, e disse:
- Estão deixando ela envergonhada!
- Ah, não Becca. Realmente - Eu disse rindo.
- Vou sair, e Rebecca você esta no comando. - Dimitre disse.
- Ela é a mais nova! - Sam protestou.
- E a com mais juízo, devo acrescentar. - Ele sorriu.
Dimitre saiu, me deixando com a família dele. Eles eram tão legais. Parecia a família perfeita.
- Ah, Kath, você virou um anjo? - Beca perguntou.
- Sim, os anjos das sombras me transformaram.
- O que? - Falou os três irmãos em uníssono.
Eu contei a historia para eles. Deixei de fora a parte do beijo naquela rua, no final da historia Beca estava tão concentrada que esqueceu o livro em uma poltrona e estava de olhos e ouvidos bem abertos. Os dois irmãos também, eles até esqueceram-se de fazer piadinhas. Quando acabei, Rebecca ficou pensativa, testa franzida e exibia no rosto uma perfeita expressão de curiosidade. Passou vários minutos até que alguém resolvesse quebrar o silêncio.
- Nossa, eu só não entendo uma coisa. Porque a Meredith esta perseguindo você. Isso não faz sentido. - Becca disse finalmente.
- É. Desde o primeiro dia de aula. Quando ela pôs os olhos em mim, resolveu me atormentar. E além do mais, ela não tem motivo para me odiar e... - Eu me calei. Ela poderia ter sim um motivo. Isso é, se ela gostasse do Dimitre. Será que ela quer me eliminar para ficar com ele? Não. Isso era loucura, pura besteira: O Dimitre e ela brigaram várias vezes. Isso era fato.
- Odiar e...? - Alex incentivou-me a continuar.
- E só. - Eu disse tentando finalizar o assunto.
- Tem que ter uma lógica! - Rebecca insistiu - O primeiro de tudo, todos sabem que ela é obsessiva demais. Ela não iria irritar Dimitre, por qualquer coisa. – Ela disse. Será que só eu reparei que ela se referiu a mim como ''qualquer coisa''?
- Não tem lógica por enquanto, Becca. - Sam disse finalmente - Mas, uma coisa é certa: Os anjos das sombras não esta satisfeito com o Dimitre ter tirado a Kath da prisão. Eles pretendiam usá-la para planos futuros. Planos desconhecidos. Quero dizer, planos desconhecidos, ainda. - Ele disse.
- Deixa disso! Vocês acham que tudo tem que ter uma lógica, ou um plano complicado. Eles não tiveram lógica quando pegaram o Dimitre, ou tiveram? - Alex disse revirando os olhos.
- Claro que tinham! O Dimitre é muito poderoso, ele tem poderes, a maioria dos poderes ele ainda desconhece - Becca falou um pouco na defensiva.
- Ah, cala a boca Srt. Sabichona. - Alex retrucou.
- Ah gente! De novo não, temos visita. - Sam me indicou com a cabeça.
- Há, visita. Ela já faz parte da família, bocó. - Alex riu.
Todos riram. E eu acompanhei o coro de risos, muito envergonhada.
Toc... Toc... Toc.
Todos na sala gelaram. Sam levantou quase instantaneamente.
- Tem alguém aqui. - Eles disseram em uníssono.
- Nossa. - Eu disse surpreendida.
- Tem sim, Kath. E acho que você deveria saber. Você já é um anjo. Tem uma presença sobre humana aqui, e acho que você já deve suspeitar quem é. E cheiro não é conhecido - Rebecca disse me observando com curiosidade.
Ou era Meredith ou era algum dos anjos das sombras.
- Temos que sair daqui! - Sam disse.
- Ora, por quê? - Alex disse irritado.
- Não podemos lutar. Não sabemos quantos estão aqui. - Sam disse.
- Quantos? - Eu perguntei, então havia mais de um.
- Sim, eu concordo Sam. - Becca disse ignorando a minha pergunta - Vamos sair daqui.
- Esperem! E o Dimitre? - Eu perguntei.
- Ele esta seguro. Eles estão correndo atrás de você. - Então Alex sorriu quando terminou de dizer a frase, mais acrescentou divertido - Mas, não vamos deixar eles a pegarem.
- Vamos! Kath, eu creio que já saiba voar. Vamos voando, conheço um lugar seguro. Não é muito longe. - Becca disse.
PUF! - A porta foi arrebentada, revelando cinco homens encapuzados, que exibiam nas costas asas pretas. Eles observam-me com interesse abundante.
- Matem todos, deixem Katherine Walker para Paul, obedeçam rápido! – O homem da frente disse.
- Rápido. - Sam berrou. As asas cresceram nas costas dos três irmãos. Asas pretas, brilhantes e glamorosas. Juntos nós voamos na noite sombria, fugindo para qualquer lugar seguro.
Capitulo 8
Deixamos para traz os cinco homens. Dois ficaram lá na casa, e os outros cinco voaram em nossa direção. Tentamos despistá-los varias e varias vezes, mais eles voltavam a nos perseguir. Pareciam que tinham um detector em nós, que eles sempre achavam. Eu sentia que assim como os três irmãos, eu estava ficando fraca. Nunca havia voado tanto. Eu sabia que Sam, Becca e Alex estavam perdendo a altitude. Se não fizéssemos algo logo iríamos todos morrerem.
- Eles não vão parar de nos seguir. Nós estamos cansados, e eles não. Isso vai ser impossível - Sam disse, como se pudesse ler o que se passava em minha mente.
- Vamos ter que despistá-los! - Alex disse, desviando colidir com uma árvore.
- Mais como? - Becca perguntou arfando.
Depois de duas horas voando no céu frio, eu comecei a bolar algo. Eles eram bons no ar. Mais e na terra? Será que eles poderiam nos seguir se alguém o distraísse?
- Já sei! Vamos andar, eles são muito bons no ar. E além do mais, existe um templo divino perto daqui, o Dimitre me mostrou um dia. Anjos das sombras não podem entrar se atrairmos ele para lá... - Falei.
- É, mas você não pode entrar mais no templo! - Alex exclamou.
- Acho que esse plano é bom, mais não o suficiente. - Sam disse voando.
- Vamos Sam, nossa única chance. Eu distraio, eu sou muito rápida - Becca disse.
- É mais eles estão atrás dela. Eles não iriam correr atrás de você. – Sam disse.
Todos nós pousamos.
- Se escondam - Eu disse quando vi que os homens de preto haviam se aproximado.
Eu me escondi debaixo de um grande tronco caído. Ouvi passos. Eles estavam se aproximando. Lembrei-me que eles ''sentiam'' pessoas, assim como Sam, Alex e Becca havia sentido a presença deles, assim como Meredith havia dito a Dimitre que eu estava lá. Droga! Lá se vai meu plano bobo. Bom, tinha que improvisar agora.
Sai do tronco e corri o mais rápido que pude. Estava indo em direção ao templo. Eu sabia que eles iam me pegar. Eu podia sentir os passos deles correndo muito rápido. Vi o templo na minha frente. O mesmo, que um dia atrás vi Meredith e Dimitre brigando. Escondi-me atrás do templo. Sem encostar, pois eu muito bem do que impediu Dimitre de ficar comigo dentro do templo. Se for um anjo das sombras, nunca entre nesse templo.
- Vós sabeis que estas escondidas, Katherine. - Eles disseram em uníssono.
Logo atrás dele, eu vi. Alex, Sam e Becca estavam prontos a atacar.
- Venham me pegar então seus grandes imbecis. - Eu provoquei com raiva.
PUM!
Por essa eu juro que não esperava: Eles fizeram uma parte do templo explodir, uma parte daquele mármore sagrada que pertencia a os anjos do bem saiu voando por cima da minha cabeça, mas eu me agachei a tempo arfando. Eu escondi em outra parte do templo. E eles explodiram tudo novamente. O plano não estava funcionando.
Alex e Sam atacaram, os dois eram velozes. Movam-se rapidamente, atacando pelos lados os dois homens encapuzados. Peraí, dois? Não eram três?
Senti um braço forte me pegando pelo braço. Era o terceiro. O filho da mãe espertinho havia me encurralado, como ele jogava sujo! ( essa frase tá partindo da pessoa que esta se escondendo, há o sujo falando do mal lavado! Que irônico)
Eu dei um chute nele, que logo me largou e eu voei. Voei o mais alto que pude. Depois, tomando impulso fui para baixo. Eu estava muito veloz, e iria matá-lo sem piedade. Desci quase como um meteoro, e dei um murro na cara do terceiro homem encapuzado que rosnou, e me deu um soco na barriga.
Inferno! Ele nem se quer tinha caído ou demonstrado fraqueza com o meu murro, ao contrario de mim, que quando ele deu o soco eu ‘’fui à lua e voltei’’. Puxa vida, como aquilo doía. Eu cambaleei, com raiva. Dei um salto gracioso e dei um chute no rosto dele, e desviei do golpe fatal que ele havia dado: Pegou minha perna no ar, e iria me jogar para longe se eu não tivesse chutado com o outro pé, a canela dele. O segundo anjo, querendo livrar a cara do amiguinho de merda dele, jogou outra bomba, passou rapando em mim, e foi parar no templo. Assim explodindo, e fazendo mais uma cratera no lugar mais sagrado dos anjos.
E derrepente, um barulho ecoou nos ouvidos de todos. De todos, deduzi eu, porque os três homens saíram voando. Abandonando-nos em um campo de guerra devastado.
- Idiotas! – Berrou Becca para os homens encapuzados. – Medrosos filhos de uma mãe, sem futuro!
- Os anjos do bem vão nos matar. - Sam disse. - Destruímos o campo deles! Destruímos!
- Ah, velho! - Alex disse. - Arrumamos outra briga, legal!
- Outra briga por minha causa. - Eu disse.
- Não, não fale assim. Isso iria acontecer, de qualquer jeito. - Becca disse.
- Vamos sair daqui antes que os anjos do bem resolvam nos amaldiçoar. - Alex disse.
- Concordo - Todos disseram em uníssono.
Saímos quando o dia já amanhecera. Resolvemos não ir para a casa de Dimitre, afinal eles já nos rastrearam até lá, e poderiam muito bem ir lá nos fazer mais uma ‘‘visitinha agradável’’. Eu me sentia culpada. Não só por ter destruído o templo e comprado briga com os dois lados dos anjos, e sim por esta fazendo a família de Dimitre, e Dimitre correr perigo.
- Para onde vamos? - Perguntou Alex. - Onde Dimitre está?
- Vamos para qualquer lugar longe de casa, e Dimitre ira nos procurar com certeza. Venham - Disse Sam. Caminhamos por muito tempo, até que achamos finalmente um hotel para passarmos a noite. Eu dormi bastante. De manhã quando acordei, com um susto percebi que ele estava ao meu lado, sentado me olhando dormir. Eu corei, e Dimitre, olhou para mim.
- Desculpe-me por abandoná-la - Sussurrou.
- Eu ponho sua família e você em perigo, e você que me pede desculpas? - Eu falei rindo. Abracei-o, eu tinha sentido falta dele. – Ah, claro.
- Eu te amo. - Ele disse.
- Eu também te amo, Dimi- eu disse
Naquele dia, tivemos uma hora de paz. Dimitre estava conversando com o Sam. Eu ocupava minha mente com pensamentos, dúvidas e problemas. Minha mãe deveria esta preocupada, eu não dormi em casa, e se ela já estivesse descoberto que eu não tinha dormido na casa da Pam? E a semana de férias acabara ontem. Perdi um dia de aula, minha mãe vai me matar.
- Kath? - Sam disse, fazendo-me pular de susto.
- Oi, Sam. - Eu disse.
- Você sabia que o Alex tem uma namorada? - Ele perguntou brincalhão.
- Tem é? Quem é? - Eu perguntei.
- A Shami Eartt, um anjo das sombras. Ela era prisioneira, e conseguiu sair. Só agora que a gente foi saber, acredita? Ele estava escondendo. - Ele riu.
Só quando o Sam me deixou sozinha com o Dimitre que eu pude dizer:
- Dimi, nós podemos ir para minha casa? Eu preciso falar com minha mãe. Eu não dormi em casa, ela deve estar preocupada e... - Falei sem ao menos respirar.
- Calma - Ele disse sorrindo, o sorriso perfeito. - Podemos sim. Vamos.
Ele se despediu da família, e fomos em direção ao carro dele. Ele parecia indeciso. A testa franzida, num perfeito contorno. Estava tudo muito silencioso, até que ele finalmente quebrou o silêncio:
- Kath. - Ele disse. - Estou preocupado com você. Quer dizer, passei quase um dia fora e você foi atacada...
- Não se preocupe. Eu me cuido - Falei, sabendo que isso nem sempre era verdade. E acrescentei com sarcasmo: – Alem disso, Sam lhe contou como eu lutei bem? Eu sei me defender sozinha, de verdade.
- Ok. - Ele disse, mais não parecia convencido ainda.
Chegamos à minha casa. As luzes estavam apagadas. Eu entrei com Dimitre. O silêncio na casa era constante. Eu estava entrando quando Dimitre me pegou pelo braço.
- O que foi? - Sussurrei.
- Eu entro. Você fica. - Ele disse serio.
- E você acha que aqui fora, é mais seguro que ali dentro? - Falei irritada.
- Argh! Porque será que eu sei, que se lhe deixar aqui você irá entrar mesmo assim?
- Porque eu vou! – Eu insisti.
- Venha, me siga. - Ele disse.
Caminhamos pela casa. Não havia nenhum sinal de que tinha alguém. Eu despistei Dimitre, e fui até o quarto da minha mãe. Estava tudo muito escuro apesar de estar de manhã. Andei silenciosamente até a cama. Arregalei os olhos.
- NÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃO! - Berrei.
Capitulo 8
Dimitre correu até mim. Ele parou na porta. E observou-me. Olhou para o cadáver no chão e disse com um sussurro de lamento:
- Sinto muito.
Uma dor percorreu o meu interior. Despenquei na cama. A minha mãe, morta. Agora eu era órfã. Eu não podia acreditar. Dimitre se aproximou. Eu estava pasma. Ele sentou-se ao meu lado e me abraçou.
Acordei. Estava de manhã. Mal podia lembrar que na semana passada, minha mãe morreu. Eu estava muito triste. Tentava não transparecer isso perto do Dimitre, ou da família dele: Sam, Becca e Alex. Eles me observavam com olhar de pena, isso me incomodava.
Eu havia dormido na nova casa Dimitre hoje, não estava em condições para dormir na minha casa sozinha. Ele arranjara uma casa, a antiga e simples casa deles. Eu estava no quarto da Becca, ela estava dormindo no quarto do Alex (não que ele ou ela gostasse muito da idéia). Quando finalmente sai do quarto, Dimitre veio ao meu encontro. Ele estava com um sorriso meio vacilante, como se tivesse em duvida do que fazer.
- Teve uma boa noite de sono, amor? - Ele disse.
Era impossível resistir aquilo. Impossível: Sorri.
- Sim. - Era verdade, tirando a parte que eu chorei, era. - Obrigada.
Passei a tarde toda tentando me divertir, e esquecer que estava de luto. Mas, eu não conseguia. E continuava transparecendo segurança por fora. Havia poucos dias que o enterro foi feito. E eu conseguia me lembrar de cada detalhe, o tumulo preto, Dimitre de terno ao meu lado... E a policia não tinha nenhuma idéia do que acontecera, nenhuma pista. Mas, eu sabia quem foi. Ou pelo menos suspeitara. Meredith. Queria me vingar. Acabar com ela.
É claro que a policia queria me levar para casa da minha tia e da minha prima insuportável. Mas, Dimitre assegurou a eles que eu precisava de um tempo com ele.
- Kath, você tem que ir ao colégio. - Dimitre disse mais uma vez. Desde que as aulas começaram, ele só falava isso. As ferias tinham acabado, e eu precisava ir.
- E você também! - Eu rebati.
- Nós dois? - Propôs ele.
- Hum... - Resmunguei.
- Alex, Sam e Becca vão entrar para a nossa escola. Eles estudavam em outra, achei melhor eles irem para a nossa. Iam ficar mais seguro. - Ele disse.
- Tudo bem. Vai ser legal, vai ser ótimo - Disse sem ânimo.
- Ah, vamos Kath. - Ele tentou me animar. Deu um sorriso - Você não quer mesmo ir ao colégio comigo?
- Engraçadinho. - Dei um sorriso.
A semana passou tão devagar que eu mal percebi que já estávamos no inicio Julho. O mês do meu aniversário. Dimitre me convencera a ir para o colégio com ele, Becca, Sam e Alex.
No primeiro sábado daquele mês, estava no quarto com a Becca, ela era super legal. Estávamos conversando sobre a minha vida no colégio. Ela adorou me ver chingar a Jenny Parkin. Mas, minha mente estava longe.
- Kath? - Dimitre me chamou.
- Um momento, Becca. Dimi esta me chamando.
- Tudo bem, Kath. Ele adora tirar você de mim - Ela disse dramaticamente quando eu fui. Ela adorava me ter como amiga esses dias.
- Oi, Dimitre. - Eu disse ao avistá-lo.
Ele segurava uma pequena caixinha de veludo preto, estava sorrindo,
- Oi, Kath. Seu presente. - Ele continuou sorrindo.
- Ah... - Eu falei pegando o embrulho. Nunca gostei que me dessem presente. Eu ficava sem graça. Abri o presente. Era um lindo e perfeito anel, de ouro branco com um pequenino e delicado diamante em cima. Era tão simples, perfeito e... Caro. - Obrigada, Dimitre. Nossa, parece ser tão caro... Eu não posso aceitar.
- Pode sim. Aliás, eu nem comprei, eu herdei da minha mãe. Então você pode aceitar. Eu não posso usar um anel desses não é? - Ele riu com a própria piada.
Realmente, era um anel feminino. Que deu em meu dedo.
- Obrigada. - Agradeci de novo. Enquanto ele colocava o delicado anel no meu dedo.
Fomos para o colégio, eu estava tão irritada com isso! Eu não queria ficar presa no colégio. Eu fui para minha primeira aula, sem o Dimitre. Agora ele tinha Física, e eu português. Sentei na cadeira mais próxima da janela, onde eu tinha falado a primeira vez com o Dimitre... Tudo tão perfeito, e aconteceu derrepente.
Então uma menina de cabelos loiros familiares, cacheados e olhar misterioso entrou sorridente na classe. Ela sorriu confiante, e sentou ao meu lado. Meredith!
Meu coração acelerou. Eu estava com raiva, queria levantar e fazer vingança pela minha mãe. Queria a fazer experimentar o próprio veneno, porém era provável que enquanto eu levantasse para fazer isso eu já estaria morta. Eu era um anjo novo, ela já tem centenas de anos. Igual ao Dimitre. Mais que droga! Odeio ser a novata!
- Sentiu saudades, Katherine? - Ela disse enquanto se sentava.
- Eu não tenho medo de você, Meredith! - Eu falei tremendo levemente de raiva.
- Pois deveria ter, sabe. - Ela sorriu. - Acha que você despistou os anjos das sombras? Não, você apenas adiou. Eles não ficaram nada contentes quando você e o Dimitre fugiram. Agora, além de você eles têm outro alvo.
- N-não... - Eu gaguejei. O Dimitre não poderia ser morto, não, não, nem pensar!
- Ah, é claro. Você se importa. - Os olhos dela fulminaram. - Ele vai acabar como a sua mãe, morto. Ele, e toda a sua volta. Um por um.
- Não fale da minha mãe, sua vadia. - Enfrentei. - Você não é um terço do que mostra ser. Sua fútil.
- Calma querida. - Ela provocou. - Logo, logo você vai ter uma surpresinha. Não me culpe por isso, eu não posso ficar do seu lado mesmo se quisesse. Os anjos da sombra e os anjos do bem, todos atrás de você... Tsc, tsc...
- Anjos do bem? Eles estão do meu lado. - Eu falei.
- Serio? Mesmo depois que você destruiu o templo deles? Se eu fosse você tomaria cuidado.
- Isso é uma ameaça? - Falei inutilmente.
- Não - Ela sorriu. - Só um aviso. Um passo em falso, e você poderão provocar a segunda guerra dos Anjos. Na ultima, os anjos do bem e o das sombras formaram um acordo. Esse acordo pode ser quebrado. Então, fique atenta.
- Eu não confio em você. - Eu disse. - Porque deveria acreditar?
- Simples! Você não deve. Eu só avisei. - Ela riu baixinho.
Eu não podia negar, se eu pudesse iria matá-la ali mesmo. Mais esperei.
- Então, quem matou a minha mãe? - Eu perguntei.
- Não sei. Só posso dizer que não fui eu. Á muitas coisas em jogo Kath, não é só o seu amor com o idiota do Dimitre que conta. Isso é só um fato que liga metade da coisa. Eu não sei se você percebeu você tem mais poderes que imagina, e não só eu que você tem como inimiga. Você precisa ligar os fatos! Para quê mesmo Paul queria você? Use a cabeça, pense: Ele queria você para a batalha dele. Eu estou em cima do muro, eu não trabalho para ninguém.
- Mas, como eu...
O sinal tocou, e ela desapareceu rapidamente. Eu vi porque, Dimitre apareceu na porta. Ele tinha a expressão confusa, como se soubesse com quem eu falara. Ou mais sinistro ainda, como soubesse o que eu falara. Mais era impossível, então prossegui sem perguntar nada.
'' Você tem mais poderes que imagina'', '' Eu não trabalho para ninguém'', '' Acha que você despistou os anjos das sombras? Não, você apenas adiou'‘, '' Alem de você, agora eles tem outro alvo''. As palavras de Meredith não saiam da minha cabeça, como se eu previsse o futuro eu sabia quem era o outro alvo, que ela mencionara. Eles vão me tirar tudo, todos quem eu amo. A morte da minha mãe só foi um pequeno e torturante inicio. Logo virá o Dimitre, e todos os meus amigos...
Eu estava confusa com as palavras dela. Ela parecia muito confiante de si, para mentir. Mais mesmo assim, acho que uma parte daquela verdade era mentira. Como eu poderia ter poderes? Eu mal consigo pressentir a presença de uma criatura das sombras ali, no colégio. Mais de uma coisa eu sabia, não fora ela que matara a minha mãe.
- O que aconteceu Kath? Você me parece tensa. - Dimitre falou enquanto caminhávamos pelo pátio diante do olhar invejoso de Jenny e suas amigas.
- A Meredith voltou. Esta no colégio. Nós conversamos, e ela não matou minha mãe. - Contei a ela da minha conversa.
- Ela também falou comigo. Não demoramos muito, porque nós queríamos nos matar. Mais foi o bastante para eu concluir que precisamos dela, ela pode ser uma espiã. Ela esta, como você disse '' em cima do muro'', então precisamos dela. Mais temos que ficar espertos, um sinal em falso e nós poderíamos correr um risco enorme.
- Eu odeio ter que precisar da ajuda dela! - Eu resmunguei.
- Não mais que eu. - Ele concordou.
- Ah, que maldade! Eu não sou tão desprezível assim, sou? - Meredith falou sarcasticamente. - Me tratem bem se quiserem me ter ao lado de vocês.
- Precisamos da sua ajuda - Dimitre disse um pouco mais baixo do que pretendia.
- O que? – Lamuriou-se Meredith - Acho que não ouvi!
- Precisamos da sua ajuda, Meredith! - Dimitre rosnou.
- Tudo bem, eu ajudo. Se não me engano, querem uma espiã. Para transmitir informações do mundo das sombras, para vocês. Hã... Mais o que eu vou ganhar com isso? - Meredith disse com indiferença.
- A sua vida, talvez. Se é que você ainda tem, demônio! - Dimitre desafiou.
- Dimi, precisamos da ajuda dela, por favor, mantenha a calma! - Eu implorei.
- Olha, sua cadelinha de estimação é inteligente - Meredith riu.
Os olhos de Dimitre faiscaram. Então, tudo aconteceu rapidamente. Dimitre atacou mais ela desviou-se com um lindo salto mortal, e então Dimitre deu uma rasteira nela. Ela caiu e arfou:
- Seu imbecil! Nunca vou ajudá-los!
- Espere! - Eu falei - Vamos ver quanto tempo você vai sobreviver depois que o seu chefe souber que você falou com nós. Espere um pouco... Ele já deve saber! - Eu desafiei, sabendo que essa ameaça seria o bastante.
Derrepente, eu percebi que ainda estávamos no pátio da escola, e que todos estariam nos olhando brigar. Mas, ninguém estava lá. Nem Jenny e seu bando de abutres, que chamavam de amigas. Nem mesmo Pam e Jean.
- Tudo bem. Mais ele - Ela apontou impacientemente para Dimitre - Vai ter que me respeitar.
- Dimi?... - Eu perguntei.
- Ok! - Ele falou.
- Então vamos, não temos tempo para perder. - Meredith disse. - Vou falar os planos deles. Mais, na verdade eu já disse para você, Katherine. Ele vai tirar tudo de você, vai te deixar sozinha. Vai convencê-la a ir para o lado das sombras.
- Então estão perdendo tempo! - Eu disse irritada.
- Não sei não, você é muito fraca para sobreviver só. Você ama, e preza todos que estão ao seu lado. Você é muito previsível, e muito presa aquilo que chamado... Amor. - Eu a vi de relance olhar Dimitre. Mais não foi com um olhar de raiva, foi um olhar de... Eu poderia jurar que o olhar dela foi de lamento.
- Pelo menos, ela vive com isso. Ela aceita o amor de todas as formas possíveis, ela não é fria nem calculista. - Dimitre disse com carinho olhando para mim.
- Eles vão tirar tudo de você. Vou indo, se tiver mais noticias aviso a vocês. – Ela disse e sumiu.
- Preciso lhe contar uma coisa, Kath. - Dimitre disse.
- Conte-me. - Eu falei com simplicidade.
- Antes da primeira guerra mundial dos anjos, quando eu era mortal, a Meredith era apaixonada por mim, eu não a amava. Quando ela percebeu que eu não a amava, ela me traiu, e foi para o lado das sombras. Entregou-me a eles. E eu virei um anjo. - A noticia pesou em meus ombros. Eu o fitei rapidamente. - Você, está chateada?
- Para falar a verdade Dimitre, eu não estou. Isso foi antes de eu nascer. Mais posso dizer que estou muito abalada. - Eu disse. – Isso não faz sentido... Ela te odeia agora.
- Isso foi porque, quando eu descobri a traição dela para os anjos da sombra. Eu, bom... Eu me vinguei dela. – Ele disse envergonhado.
- Como? – Eu perguntei.
- Eu dei um jeito de ela ser rebaixada a guardiã do mundo das sombras. E os guardiões nunca saem de lá. Ela ficou por lá, um ano. Mas, saiu. E virou a assistente pessoal do Paul, que agora nos caça.
- Você é um peste mesmo, hein? – Eu ri abusando ele.
Capitulo 10
A manhã estava fria. As nuvens densas, e o dia nublado. Shami, a namorada de Alex, havia dormido aqui. Ela era bem animadinha, cabelos ruivos e olhos azuis. Quando Meredith apareceu, no café da manhã dando um susto em todos da casa (principalmente Alex, que rumou a torrada com geléia dele na testa dela, fazendo todos rirem, e Shami ter um ataque de risos e cuspi um bocado de leite).
- O que faz aqui Meredith? - Dimitre perguntou. - Tem noticias?
- Claro que sim. Venham a um lugar reservado. - Ela olhou Sam, Shami, Alex e Becca.
- Eles são de confiança. - Dimitre disse rapidamente.
- Bom, eles estão cada vez mais inquietos. Os anjos da sombra estão brigando com os anjos do bem. Eles vão entrar em guerra. Principalmente agora que eles estão querendo matar a Katherine, e a todos que estão ao lado dela.
Shami me olhou profundamente, eu senti uma ponta de culpa. Eles estavam sendo caçados por minha causa...
- Eu não posso ficar com vocês. Eles vão matá-los! - Eu disse.
- Eu não vou abandonar você Kath, eles já estão atrás de nós antes mesmo de você existir. Quem você acha que traíram eles? Estávamos do lado dos anjos do bem, e somos anjos da sombra. Quer erro mais grave que isso? - Dimitre falou.
- É Kath, você só aumentou o problema! - Meredith riu.
- Cala a boca, Meredith! - Alex disse irritado.
- Oh, o novato da família agora também esta contra mim? - Ela deu uma gargalhada.
- Parem! - Dimitre disse. - Vamos sair.
O silêncio percorreu a sala, todos estavam pensando. Shami continuava a me fitar com os olhos azulados.
- Estou pressentindo uma presença das sombras! - Meredith disse seriamente, me fazendo dar um salto de susto.
- Não podemos fugir assim! Não agora, quantos são? - Alex perguntou.
PUFF! - A porta foi derrubada com um estrondo. E Meredith desapareceu, eu não podia culpá-la, ela não pode ser pega, se não é anunciada como uma traidora e sem ela, nosso plano iria todo água a baixo.
- Tarde demais! - Becca disse. - Preparem-se!
Oito anjos com asas negras apareceram, eu podia sentir a força deles. O primeiro anjo a surgir foi direto a mim, mais Shami e Dimitre empurraram ele, então logo depois já estávamos brigando. Eu ataquei um, que foi atingido e logo me revidou fazendo-me cair.
Dimitre atacou o segundo no peito, que caiu e atingiu ele na barriga. Becca estava caída, ela havia sido machucada, e Alex tentava proteger Becca desmaiada e Shami ao mesmo tempo. Sam estava atrasando dois dos anjos, e o resto estava atacando aleatoriamente. Um grito angustiante percorreu meus ouvidos, a voz de Shami ecoou. Ela teria sido atingida?
Eu senti a força subir. Eu não sabia o que estava acontecendo, estava tudo turvo. Queria proteger todos, eram a mim que queriam não a eles. Estava perdendo meus instintos. Minha visão foi perdendo o foco, estava turva. Eu sabia que todos na casa brigavam. Mas, estaríamos perdendo a briga?
Derrepente um clarão atingiu todos, com um estrondo metálico eu podia ouvir as badaladas do sino tocando. Eu dei um grito melodioso e fui jogada para o alto. Eu me senti fraca, enquanto a luz prata saia de mim. Perdi a consciência.
Acordei, a luz do quarto me cegava. Abri lentamente os olhos, todos me olhavam, Sam, Becca, Shami, Alex, e Dimitre. Todos estavam machucados,
- Finalmente! O que foi aquilo que você fez? - Shami disse. Mais o tom dela não era irritado, e sim de surpresa.
- O que? - Eu disse sonolentamente.
- Você soltou um poder inacreditável dentro de si, e fez todos os fracotes fugirem. - Dimitre sorriu.
- Eu não sei. - Eu respondi. O que era verdade.
- Eu disse que você tinha poderes, que nenhum jamais teve. - Meredith apareceu.
- Para de nos dar susto, Meredith! - Alex falou.
- Ah, mas é tão divertido. - Ela disse- O que importa, é que você tem que domá-los. Você quase matou todos! E destruiu a casa, e o resto daquela regiãozinha.
- Eu fiz o que? Onde estamos? - Eu disse surpresa.
- Ah! Não se preocupe não matou ninguém, só fez todos se machucarem... Algumas lesões no mínimo - Meredith disse e soltou uma risadinha sarcástica. – Se nós não fossemos imortais e só morremos com muita dificuldade, já estaríamos mortos.
- Mentira, você só destruiu a região Kath. Ninguém habitava aquela parte mesmo e ainda...
- Não, isso é grave Dimitre! Pare de tentar não me por a culpa, eu quase matei vocês.
- Olhe, ela precisa descansar. – Becca disse.
- Concordo. - Dimitre disse.
- Não, não... Espere aqui, vocês... - Eu disse.
- Tchau, Kath. Durma bem. - Dimitre disse, e todos saíram do quarto.
- Ah droga! Grande companhia vocês são! - Resmunguei.
Mais estava sonolenta demais, então acabei dormindo. E os pesadelos fluíram em minha mente. Eu estava na prisão dos anjos da sombra, e o belo Dimitre morto ao meu lado. Mais, ali na frente Meredith exibia o seu sorriso sarcástico favorito, que eu tanto odiava.
Acordei suando frio. Talvez fosse só um sonho mesmo... Ou talvez um aviso. Disso, eu ainda não sabia. Levantei da cama, estava cansada. Aquela com toda certeza não era a casa do Dimitre, a que eu tinha destruído. Era a segunda casa que eles tinham que abandonar por minha causa. Que bela visita eu sou.
Era uma casa antiga, escura e moveis todos mofados. Olhei para a janela, lá fora estava escuro, era noite na floresta. Aquela casa me dava calafrios.
- Olha quem eu vejo: Katherine Adormecida... Finalmente acordou! - Meredith cantarolou mal humorada.
- Meredith. - Falei com desânimo.
- Hã, preste atenção: os outros não sabem mais... Aquilo que você fez hoje cedo, na casa do Dimitre, foi só o inicio. Você é mais forte que pensa. E mais perigosa também. Os anjos das sombras aprisionariam você. E você sabe por que, eu imagino. Já lhe avisei antes: Eles...
- O que vocês estão fazendo? - Becca surgiu desconfiada.
- Nada que lhe interesse. - Meredith disse friamente. E acrescentou: - Rebecca.
- Meredith, por favor, ela é minha amiga e... - Eu comecei, mas Meredith desapareceu tão rápido que não pude continuar.
- É preciso avisar, que ela não é confiável? - Becca perguntou.
- Não, não é preciso... Mais precisamos dela, ela esta infiltrada nos planos da guerra dos anjos. - Eu disse.
- Concordo plenamente, eu sei que você é esperta e já deve estar suspeitando dessa bondade da Meredith. Há uns dias atrás ela te odiava, agora ela simplesmente esta ajudando. Eu já falei isso para o Dimitre, mas ele não me ouve. E diz que essa minha ‘desconfiança’ foi porque Meredith... - Ela se calou.
- Porque Meredith...? - Incentivei-a.
- Isso não vem ao caso, Kath! Você sabe muito bem as armações dela... Acho que já vou indo. Estou morta de sono, em fim era isso. Tome cuidado, amiga. - Ela saiu, sem tempo para eu perguntar o que Meredith havia feito, e porque ela estava evitando o assunto.
Sentei-me no sofá empoeirado, havia tantos pensamentos que eu evitava. Um me incomodava mais que os outros, Meredith seria mesmo confiável? Eu acho que não, se bem que ela nos ajudou bastante. E ela estava certa, eu tinha poderes.
Naquele dia que eu e o Dimitre pedimos ajuda, ela pareceu não mentir... Mas, olhando por outro ângulo ela poderia ser uma boa atriz e mentir bem, que nem eu. Tudo tão confuso.
- Oi - Dimitre disse.
- Hã...? Dimi! - Eu disse com um susto.
- Estava com o pensamento longe, hein? - Ele disse.
- Sim... - Eu falei.
- Você deveria dormir mais um pouco, hoje foi um longo dia. - Dimitre disse.
- Não estou com... - Era tarde demais para protestar, ele me pegara nos braços. E me levou para o quarto.
- Hey! Você não pode me botar para dormir – Eu resmunguei enquanto ele ria.
- Boa noite. - Ele disse fechando a porta, com o sorriso perfeitamente delineado nos lábios.
Capitulo 11
Eu acordei, estava muito sonolenta e os pensamentos que evitei tanto lembrar no dia passado fluíam em minha mente descontroladamente. Levantei da cama, meu corpo todo ainda estava dormente, eu me esforçara tanto para libertar os meus poderes...
Meredith entrou no quarto. Ela estava muito bonita, os cabelos longos e loiros caiam sobre sua pele pálida. O olhar misterioso continuava o mesmo de quando a conheci.
- Kath, bom dia. - Ela disse.
- Bom dia Meredith - Retribui.
- Quero falar uma coisa com você. - Ela falou misteriosamente.
- Diga. - Eu disse.
- Você sabe que a guerra esta se aproximando. Mas, também deve saber que nós não temos chance com um exército de Anjos das sombras, nem com uma multidão de anjo do bem. Então, me ofereço para treinar seus poderes, assim poderemos pelo menos não morrer. - Ela disse com simplicidade.
- Ah... Ok. - Eu falei.
Bem no momento que Meredith ia responder Shami e Becca entraram no quarto. Rebecca me fitou, e depois Meredith. Eu me senti culpada, a Becca nunca gostou da Meredith.
- Continuando... - Falou Meredith friamente ignorando Becca e Shami. - Só assim teremos chances contra eles. Porque na verdade eles vão brigar entre si, para conseguir você. Então ai...
- Meredith! Porque você não fala logo qual é seu plano? Tá na cara que você tá armando! - Becca disse irritada.
- Ah! Era só o que faltava! - Meredith falou exaltada.
- Você assim, derrepente aparece oferecendo ajuda? Isso esta mais que errado. - Becca disse.
- Cala a boca, até parece que você ajudou em alguma coisa. Eu não estou ajudando ninguém, só estou aconselhando para a batalha. - Ela gritou.
- Você NÃO tem direito de falar comigo assim, sua... - Becca ia dizendo.
- PAREM! - Shami disse. O que me deixou surpresa, ela nunca se exaltava assim. - Vocês não estão vendo uma guerra se aproximando? Todos nós vamos morrer se não nos unir!
- Ela tem razão. - Eu concordei, olhando para o muxoxo que as duas davam.
O resto do dia foi assim entre Meredith e Becca: silencioso E tudo isso deixava a casa toda meio tensa. Então eu resolvi passear. Dimitre não queria que eu fosse andar por ai, sem ninguém por perto.
Passear não é uma coisa que eu faço com muita freqüência quando estou correndo perigo, sabe, pelo menos não sozinha.
Andei lentamente pela floresta enfeitada de arvores com folhas amareladas. Parei na frente de um pequeno lago. Derrepente, o ar ficou mais frio. Eu olhei ao redor, e não vi nada. Já tinha vivido coisa parecida, quando Meredith resolveu brincar um pouco comigo.
Dei meia volta, andando em direção a casa. Mais não havia mais atalhos de volta para lá. Porque tinha dezenas de anjos com asas pretas fechando a passagem.
- Venha comigo Katherine Walker, descendente Geinsth. - Um dos anjos disse com sua voz gélida.
- Eu não vou. - Falei tolamente. – Vão procurar um hobby, e me deixem em paz, seus infelizes.
O cara do meio, o que parecia o ‘’líder’’ pensou um pouco, depois fez sinal para os outros irem com ele.
- Vamos jogar seu jogo então. - Ele falou sóbrio.
Todos os anjos desapareceram. Eu fiquei confusa e surpresa. Por um momento de alivio eu pensei que eles desistiram. Mas, então me lembrei da algo que Meredith havia me dito, '' Ele vai tirar tudo de você, vai te deixar sozinha. '' Corri sem pensar em mais nada para a casa, desviando-me das folhas das arvores que batiam no meu rosto, e dos galhos em meus pés. Entrei na casa silenciosa. Era tarde demais. Não havia mais ninguém lá.
- MALDITOS ANJOS DA SOMBRA! – Gritei com raiva.
- Kath? É você? - Perguntou com medo.
- Shami! - Falei quando ela apareceu escondida por traz do sofá velho e empoeirado.
- Eles pegaram todos! Os anjos da sombra, Meredith fugiu antes de alguém ver ela. E não nos avisou do perigo... Alex, oh Alex... - Ela se lamentou.
- Fique calma. Nós vamos lutar, já passou da hora deles saber quem é que manda. - Falei.
- Aonde nós vamos? - Shami perguntou.
- Vamos para o mundo das sombras. - Eu disse.
Então, eu e Shami mergulhamos na escuridão, voamos para as ilhas tempestuosas do mundo das sombras, da ultima vez que eu visitara o castelo sombrio, eles não foram nem um pouco amistosos comigo.
- Vamos acampar ali - Shami disse. - A gente não pode ficar perambulando por ai a noite, eles vão acabar nos achando antes que a gente os ache.
- Você é muito inteligente. - Eu dei um sorriso forçado. Era muito difícil sorrir em uma situação daquelas. - Vamos!
Capitulo 12
Eu me sentia culpada. E sinceramente não tinha esperanças de achar Sam, Alex, Becca e Dimitre. Mais é claro que não disse nada para a Shami.
Coitada da Shami. Ela parecia abatida, estava muito pálida e magra. Não comia nada durante horas. Ela dormia muito pouco e ficava inquieta.
Estávamos acampando muito perto da ilha das sombras. Qualquer barulho era um susto enorme para mim.
- Você é mesmo uma fraca. - A voz soou em meus ouvidos com precisão. Pulei de susto ao perceber que Meredith estava perto da fogueira que eu armara inutilmente para nos aquecer.
- Ah! - Arfei. E depois acrescentei: - O que você faz aqui?
- Lhe informar, é claro. - Ela disse.
Por um momento, eu pensei em tudo o que Becca disse para mim de Meredith. Eu concordava com ela plenamente, mas, agora mais que nunca precisávamos de Meredith (não que a idéia me agradasse, mas fazer o que não é).
- Ah, claro. - Eu falei com simplicidade.
- Como eu disse: Você é uma fraca. Não percebe que é uma armadilha? - Meredith disse.
- Sim, percebo. Mais eu preciso salva-los! - Supliquei.
- Hã, tudo bem. Eu avisei. - Meredith olhou para as chamas, que dançavam oscilante a luz do luar.
- Você vai nos ajudar? - Eu perguntei calmamente.
- Pense bem, Kath. Todos naquela família me odeiam não que isso seja um lamento, mais eu estou sendo perseguida pelos anjos do bem, e os anjos da sombra não sabem da minha traição a eles, me juntando a você. Não seria burrice minha se eu fosse para o território deles? Eles iam me pegar. Eu iria... Morrer. - Ela disse tão sinceramente, que por um segundo eu esqueci o monstro que ela fora.
- Eu sinto muito. Mas, sem você nós e a Shami não vamos conseguir... - Eu lamentei.
- Iria conseguir sim. Se você treinasse, você iria ser muito poderosa. - Ela disse.
- Posso até treinar, mais você terá que nos ajudar. Alem do mais, no final de tudo, na batalha dos anjos, você terá que escolher um lado. Você só esta adiando a escolha. - Eu falei.
- Tem razão. Mais eu preciso espioná-los para vocês não é? - Meredith disse. Ela havia me pegado.
- Nisso, agora você tem razão. Que horas vamos treinar? - Eu perguntei.
- Meredith? - Shami exclamou surpresa.
- Ah. Olá. - Meredith disse meio formalmente.
- Oi... - Shami falou.
- Shami, hã... Meredith vai me treinar, sabe. Para lutar contra os anjos. - Eu expliquei para Shami.
- Claro. - Ela disse com um sorriso radiante.
- Por onde começamos? - Eu perguntei.
- Por isso. - Ela correu até mim num fluxo perfeito, uma manobra impecável de pulo mortal e avançou.
- Você esta brincando não é...? - Comecei a dizer mais já era tarde demais, ela veio deu um rodopio e me empurrou para longe.
Levantei mal humorada. Isso era injustiça ela era treinada. Corri até ela. Mais ela já não estava mais a minha frente.
- Estou aqui. - Ela riu divertida atrás de mim, me jogando para longe.
Argh! Que grande imbecil! Agora já chega!
- Que tal um incentivo para o treinamento? Eu começo chingando sua mamãe ou o merda do seu namoradinho? - Ela me abusou.
- AAARG! - Corri para Meredith, enquanto ela ria.
- Oh, ela se irritou. Estou tremendo! - Zombou.
- Meredith, você esta exagerando no treinamento... - Começou Shami, mas Meredith já partira para outro ataque fatal.
BUM! - A bomba ecoou pelo local.
Bomba? Aquilo não era uma bomba, muito menos um barulho qualquer. Olhei para Meredith, prontamente para chingá-la por ter jogado aquele poder incrível, mas ela estava tão perplexa quanto eu ou Shami.
Pela primeira vez na minha vida das sombras, eu percebi que o poder que estava presente ali era grande, talvez invisível. Olhei para Meredith, mas o poder não tinha vindo dela, ela estava tão estupefata quanto eu. As pernas de Shami pareciam feitas de gelatina, ela tremia.
- Corram! - Meredith gritou.
PUF! - Outra vez o barulho atingiu. Dessa vez atingira Shami. Ela jazia deitada nas folhas mortas e secas em volta dela. Shami estava morta.
- Shami! - Gritei inutilmente.
- Precisamos sair daqui rápido! - Meredith arfou.
- E a Shami? Não podemos deixar ela aqui e...
- Não temos tempo! Ela vai morrer de qualquer jeito. - Os olhos dela eram tão frios, misteriosos... Parecia da primeira vez que eu a vira.
- Nunca. Ela nos ajudou... E o Alex... Ele não agüentaria. - Eu disse.
PUF! - Dessa vez, o poder atingira a mim.
O poder atingiu meu corpo como uma facada, com um grito estridente eu me debati no ar. Tentei gritar, mais na minha garganta não havia mais voz. Queria respirar, mais me faltava o ar. Não havia esperança. Nada mais importava, Shami estava morta, eu iria morrer. Sam, Becca e Alex iriam morrer junto com o Dimitre...
Dimitre... Ele estava preso junto com a família dele. Eu fracassara... Ou não? Ainda poderia haver esperança após isso? A resposta veio em minha mente como a água apaga o fogo. Sim, havia esperança.
Reuni toda a minha força, tudo tinha que dar certo. Tinha que dar certo. Tinha? Seria possível? Ou era melhor me entregar a morte, e parar de me esforçar a nada?
Não pense - Falou uma voz na minha cabeça. - Aja!
Com um poder excruciante eu libertei tudo, o fogo saiu de mim, uma energia tão livre. Tudo explodiu a minha volta. Eu caí.
- Você... Você fez... Aquilo de novo! Dessa vez mais forte ainda - Meredith disse surpresa correndo para mim.
- E-eu... Ahm, hã... - Balbuciei, tentando formar uma frase. Levantei titubeando.
- Ela morreu mesmo? – Eu perguntei andando até o corpo.
- Sinto muito... - Meredith disse. A voz dela não tinha sentimento nenhum, mais relevei isso.
Uma lagrima quente escorreu pelas minhas bochechas. Ela havia morrido. Minha amiga, morta.
- Vamos, Kath. Fizemos o que pudemos. - Meredith falou. - Vamos sair dessa floresta. Acampar aqui não é mais seguro.
- Não... - Eu disse.
Eu olhei para o final da floresta. Uma menina que aparentava ter uns 7 anos, me fitou. Os cabelos longos e acajus dela estavam perfeitamente arrumados em uma trança longa. Ela era muito pálida, tinha olheiras nos olhos azuis.
- Que foi Katherine? - Meredith disse olhando para o mesmo lugar que eu estava olhando pasma.
Mas a menina desaparecera entre as folhas.
- Ah, nada. - Eu menti. - Vou passear um pouco.
- Passear? - Ela me falou, descrente no que eu havia dito.
- Eu preciso de ar. - Justifiquei.
- Ok... - Ela falou, mas mesmo com minha desculpa continuava desconfiada.
Corri procurando a garota que havia visto. Logo após correr uma trilha inteira, eu virei-me. Não achava em lugar algum. Então decidi voltar. Andei pela mesma trilha que eu havia vindo. Deparei-me com Meredith, ela estava arfando.
- Você precisa vir! Agora, rápido! - Ela correu me puxando pelo braço.
Shami estava em pé, meio sonolenta. Ela estava com ferimentos por todo o corpo. O cabelo estava chamuscado. A roupa estava rasgada. E ela estava viva. Ela respirou profundamente.
- SHAMI! - Gritei abraçando-a.
- Foi um milagre, com certeza! Ela quase me matou de susto. - Meredith disse. – Eu cheguei perto dela para ver se ela tinha pulsação, sabe, para ver se respirava... Ai ela abriu os olhos.
- E agora? - Shami conseguiu dizer.
- E agora, você fica aqui. Eu vou invadir o território dos anjos das sombras. - Eu disse confiante.
- Você? Sozinha? Tá maluca? - Shami falou incrédula.
- Você não pode ir, nem a Meredith... - Eu ia dizendo.
- Nós vamos. - Shami e Meredith disseram em uníssono.
- Gente... - Eu comecei. - Não estamos preparadas, e Meredith, você não pode ir de jeito algum.
- Eu me arrisco. Quero lutar mesmo. - Ela falou com simplicidade, como se lutar ou não fosse uma mera opção.
- Tudo bem. - Discutir com Meredith não estava no meu formulário de coisas legais para fazer (Muito menos de invadir a terra dos anjos da sombra).
- Vou procurar algo para comermos antes de partir. - Meredith disse entrando para a floresta profunda.
- Shami, como você voltou á vida? – Perguntei confusa.
- Quando o poder me atingiu, eu caí e perdi a consciência. Mais ai, eu voltei a respirar e a lembrar de tudo, ai eu levantei. Só.
- Hã... – Disse perplexa.
Minha cabeça começou a doer. Ai céus, tudo girava. Eu queria gritar.
Um arrepio percorreu minhas entranhas. Eu caí no chão frio e cheio de folhas. Ouvi alguém gritar '' Katherine!'', mas minha mente não estava presente. Senti minha alma saindo do corpo.
- AAAAAAAAAAAAAAH - Um grito estridente quase machucou meus ouvidos.
Eu estava numa sala ampla. Quer dizer, eu sabia que eu não estava lá. Eu ainda estava na floresta, com Shami. Mais minha mente estava em outro lugar. Um lugar amplo e mal iluminado, um lugar misterioso e familiar. A prisão dos anjos das sombras, eu conhecia bem. Lá eu havia sido transformada.
- Ela não vai cair nas armadilhas de vocês. - Eu disse. Minha voz era macia e aconchegante como veludo. - Katherine não vem para cá.
Mas, não era eu que havia dito. Eu estava na mente do Dimitre. Ele estava do lado de uma garota, ela estava pálida e fraca. Com um susto percebi que aquela era a Rebecca. E do lado dela havia o Sam e o Alex. Eles estavam realmente estranhos, as roupas estavam rasgadas, eles estavam machucados. Mais nada se comparava ao Alex. Ele estava muito machucado. Becca acariciava os cabelos do irmão com uma penalidade, parecia que estavam todos sem esperanças. Como se a morte chegaria a qualquer momento.
Concentre-se - Eu pedi para ele, por mente. - Diga como podemos lhe salvar!
- Ah! Ela virá. Eu conheço a fraqueza da Katherine. - O homem alto falou. Reconheci-o. Foi ele que me transformou. Ele era mesmo maligno. Eu já vivenciara uma parte da maldade dele. O nome dele era Paul - Vou programar nossas armadilhas para se retirarem, não quero que ela se machuque ao entrar no meu lar. - Ele debochou. Partindo com os guardas.
- Droga! Como ele sabe que a Kath virá? - Sam disse irritado.
- Aposto que foi a Meredith. - Becca disse, como sempre arquejando pragas para Meredith. Eu não culpava ela, Meredith não era nada confiável.
- Ela não vai vim. - Eu falei, sabia que era mentira, mas... A Kath não poderia morrer.
‘’Pensei em como eu me divertia com ela. Como ela sempre me fazia feliz...’’ – Vi ele pensando.
Estar na cabeça de Dimitre era algo estranho. Parecia que eu ia falar mais minha voz expressiva e imperfeita não saia. No lugar dela, uma voz de homem falava, com mais suavidade, e super aconchegante.
- Alex esta piorando. - Becca disse com infelicidade.
Senti um puxado no peito. Era como Dimitre se sentia, mais podia jurar que o meu corpo na floresta também havia sentido.
- Vamos conseguir. - Ele falou sem um pingo de esperança na voz.
Oh, Dimitre! Concentre-se, eu estou na sua mente. Diga! Fale como chego ai. - Eu supliquei, tentando me comunicar.
- Kath? - Dimitre falou para o nada, fitando o horizonte.
TUM!
Senti uma puxada no umbigo, e uma tontura. Olhei ao redor. Eu estava na floresta. Shami e Meredith estavam olhando para mim, as duas aflitas.
- Katherine! KATHERINE! - Shami chamou desesperada.
- O-oi... Hã? - Falei tonta.
- Kath? - Meredith disse calma.
- Sim. - Falei mais segura. – Eu só me senti mal, não é nada...
Poderes. Aquilo seria uma das minhas habilidades?
Capitulo 13
- Temos que correr, rápido! - Shami disse.
Então, saimos para o castelo dos anjos da sombras. Voamos até a ilha rochosa e sombria, que guardava o castelo. Meredith sabia de várias passagens secretas, então ela nos guiou por uma.
- Nada de morte, nem lutas! Isso é uma armadilha - Refletiu ela enquanto andava pela a saleta.
Fomos até a porta, abrimos. Eu quase cai do susto que levei, ali parado em nossa frente, havia milhões de anjos das sombras. Eles conversavam, lutavam, brigavam entre si, discutiam e riam. Era um tipo de refeitóro, eu suspeitara. Caminhamos por entre os anjos
com cuidado supremo, para não dispertar nossa atenção especial de invasores. Estavamos chegando até a outra porta, até que um adolescente da minha idade, de cabelos loiros arrepiados, e olhos pretos sorriu para a gente.
- Meredith! Invadindo seu lar a esta hora? - Ele disse.
- Brad - Ela apresentou, sem ânimo.
- E esta aqui, é a bela Katherine! - Ele disse admirando-me com interrese - E a outra? Não conheço.
- Shami, não que isso lhe interrese - Meredith disse.
- Hã, que indelicadeza, Meredith.
- Vamos gente, ignorem ele - Meredith guiou-me junto com Shami. Mas, ele impediu a minha passagem.
- Já vai tão cedo? - Ele perguntou - Eu queria conversar com você.
- Não temos tempo - Meredith disse.
- Ei! Quem escolhe é ela, deixe Katherine falar - Brad disse, me fitando - Então Kath?
- Sinto muito - Eu falei - Preciso ir, o mais rápido nós irmos, melhor.
- Querem minha ajuda? - Ele disse sorrindo.
- Não - Meredith disse friamente - A traídora das sombras aqui sou eu, não você Brad Wisht.
- Ah, então a gente se vê - Ele disse para mim, Meredith e Shami.
- Chega, temos que ir. - Meredith disse irritada.
Meredith arrastou-me junto com Shami por entre os anjos das sombras. Olhei para trás, Brad me fitava, ele deu um sorriso quando eu olhei para ele.
Subimos as escadas rapidamente. E nos deparamos com uma garota de cabelos castanhos claros e olhos verdes enormes. Tinha a minha idade, mais ou menos. Ela estava no canto de uma porta, choramingando.
- O-oi? - Perguntei.
- Ah! Como eu saio daqui?- Ela exclamou assustada se afastando de mim. – Vocês não são eles são?
- Espere, qual é seu nome? - Shami falou.
- Cassie, Cassie Monrel. - Ela falou ainda assustada.
- Meu nome é Katherine, o nome dessa aqui é Shami, e esta é Meredith. - Falei apontando para cada uma.
- A gente não vai lhe machucar, a gente está invadindo aqui. Você é uma invasora também? - Meredith disse com jeito.
- Ah, eles me levaram para cá. Mas, eu fugi da minha cela. Estou procurando a saída - A menina levantou-se. - Eu quero fugir com vocês.
- Não podemos. - Meredith disse friamente.
- Meredith! - Eu exclamei. - Vamos levá-la conosco.
Ela hesitou.
- Tudo bem. Mas, só porque ela poderia nos denunciar se a gente não levar ela. - Ela finalmente disse. - Vamos, temos um longo caminho até a torre.
E realmente foi um longo caminho. Passamos um longo tempo subindo na enorme escada de mármore. Com todo cuidado possível para ninguém nos ouvir, ou perceber que tinha algum invasor.
- Droga. - Chinguei. - Isso tá na cara que é uma armadilha, eu odeio isso.
- Pode ser. Nada de lutas até agora. - Shami disse.
- Vamos continuar. - Meredith incentivou.
Chegamos à torre depois de muita caminhada. Eu ainda estava alerta. E cheia de energia para gastar.
Abrimos a porta. Dava para perceber que Shami estava ofegando de tão ansiosa. Meredith avançou ágil como sempre.
- Cadê eles? - Shami perguntou nervosa. - Nenhuma armadilha e... Oh!
Ela parou ao fitar Alex na prisão com Dimitre, Sam e Becca. Ele estava muito machucado, como eu o vira quando visitei a mente do Dimitre. Mas, ao contrario dos outros ele parecia fraco.
- Dimitre! - Eu corri para ele.
- Parem! - Becca disse. - Eles estão chegando, saiam rápido! Tem um exército aqui, nunca sairíamos vivos.
- Agora que a gente entrou você acha que sua opinião vai nos tirar daqui? - Meredith disse dando um muxoxo de impaciência.
- Oh céus, até aqui vocês discutem? - Shami disse avançando sem medo algum para Sam.
Agachei a ponto de ficar na frente de Dimitre. Ele estava com o cabelo bagunçado, e olheiras profundas. Mas, mesmo assim não deixava de ser lindo de morrer. Toquei no rosto dele, ele estava frio como mármore.
- Sabia que você viria... - Dimitre disse. Ele deu um sorriso, mais por trás daquela felicidade havia um temor, e até preocupação.
- Dimi, eu não lhe deixaria aqui nunca. - Sussurrei. Passei os olhos pela grade. Shami conversava com Alex. Ela tinha a expressão chocada. Meredith procurava algo na sala. - O que houve com vocês? Estão... Terríveis.
- Tortura. - Dimitre disse com mais simplicidade do que deveria.
- Um minuto, já tiro vocês daí. - Eu corri até Meredith - Esta procurando o que?
- Uma coisa para quebrar a grade. - Meredith disse.
- Espere você esta dizendo, que não consegue quebrar uma gradezinha? - Eu exclamei perplexa.
- Não é tão simples assim, essa grade é feita de ferro dos anjos. Se soubesse um pouco mais da nossa cultura, poderia até saber disso. - Disse ela impaciente.
- Claro... Um minuto. - Soltei o longo rabo de cavalo desgrenhado que eu havia feito, e tirei dali um grampo. Em geral grampos não funcionavam comigo, eles escorregavam nos meus cabelos lisos. – Ah há.
- Quê? Um grampo? - Meredith riu-se.
- Pelo menos eu estou tentando, continue procurando alguma coisa Meredith. - Eu disse normalmente, já me acostumara com Meredith. Irônica, sarcástica e debochada. Combinação perfeita para alguém que tem um ego enorme.
Aproximei-me da sela, e enfiei o grampo no cadeado. Girei três vezes, para cima e par baixo. Nada adiantou. Inferno! Quando arrombava a gaveta com chave da minha prima era mais fácil.
- Não funciona. - Falei frustrada. - Cheguem para trás, acho que vou ter que apelar.
- O.k, cuidado. - Becca disse preocupada.
- Você esta presa, na cadeia dos anjos da sombra, e deseja cuidado a ela? Ra rá. - Meredith disse.
Eu reuni toda concentração naquilo. Respirei profundamente e senti um arrepio na nuca. Logo percebi que funcionara, pois Meredith se aproximou para ver meu grande feito. Ou rir do meu ''grande feito''. Eu havia explodido uma pequena parte da torre, junto com ele o cadeado e metade da grade. Becca, melada pela fumaça e fuligem, disse:
- É, acho que você andou treinando.
- Você acha? - Sam disse irônico saindo da sela carregando, com ajuda de Becca o Alex, que cambaleava.
Dimitre andou em direção a mim, e me abraçou. Apertando-me tão forte, que quase quebrou meus ossos.
- Calma garanhão, ela precisa respirar. - Meredith riu.
- Engraçadinha. Obrigada, a vocês três e... Quatro? - Ele fitou finalmente a menina de cabelos castanhos, Cassie. Sam e Becca olharam a menina com expressão de ''Quem é essa ''.
- Ah, esta é Cassie. - Shami disse – Achamos ela no caminho. Não foi o único que encontramos aquele rapaz...
Ela parou instantaneamente. Meredith havia lançado seu pior olhar de cobra. Porque não podíamos falar dele? Prolongou-se um silêncio constrangedor.
- Vamos, a gente precisa ir. - Dimitre disse me poupando de uma desculpa constrangedora.
- Voando? - Eu perguntei, olhando para as janelas.
- O campo de força já foi ativado assim que vocês entraram. Eles queriam... - Dimitre ia dizendo.
- Nos atrair para uma armadilha, e conseguir alem de vocês, nós. - Meredith disse, roubando minha estratégia. Todos fitaram Meredith, olhando como se algo tão lógico não pudesse vim dela. - Que foi? O caminho todo, Kath ficou falando esse blá-blá-blá.
- Ah, chega de enrolar, vamos. - Becca falou entediada.
- Tarde demais. - Uma voz sinistra sibilou. Olhei para o lado. Não havia ninguém. Todos olhavam para mim como se eu fosse a única com cara de dúvida.
- O que foi Kath? - Dimitre disse.
- Vocês não ouviram? - Eu disse.
- Não. Mas, vamos ouvir se não sairmos daqui. - Meredith disse me puxando para a porta.
Que voz era aquela que somente eu ouvi? De uma coisa eu sabia: Ouvir vozes sinistras que ninguém ouve, não é nem um pouco legal.
Descemos a longa escada. Já estávamos no meio quando encontramos um alarme. Que soou pesadamente em nossos ouvidos.
- Droga! – Eu disse, quando uns exércitos de 20 anjos das sombras chegaram. O da frente era
- Temos que lutar. Se corrermos, mais outros chegarão – Meredith disse
Dois garotos avançaram para mim. Meredith impediu eles com uma rasteira.
- Obrigada – Eu disse.
- Que nada.
Reparei na luta: Dimitre, Sam e Alex mal paravam para respirar, mataram um, já iam para outro. Rebecca estava lutando com duas garotas altas com ajuda da Shami. Meredith lutava com vários também, assim como Cassie.
Estava tão confrontada com a luta, que mal percebi um se aproximando de mim.
- Essa seria uma ótima hora de usar os seus poderes, Kath! – Meredith gritou.
- Tudo bem - Eu disse tentando reunir minhas forças.
Eu tentei, mas não consegui nadinha. Continuei lutando, eu atacava, defendia, esquivava, abaixava. Era já um comando de controle para mim.
Depois de muita luta. Mais cinco apareceram, ficando assim, sete.
- Não tem jeito! – Eu exclamei. – Temos que sair daqui! Mais aparecerão até nós nos desgastarmos.
- Ela tem razão, vamos. – Meredith apoiou-me.
Todos nós corremos, Dimitre era o mais rápido de todos, ele corria na frente desviando-se dos guerreiros e despistando todos para que o resto passa-se.
Chegamos há extremidade da torre. Ali, agora estava uma sala. Paul, e outros mil guerreiros estavam ali esperando, provavelmente a nossa morte.
- Katherine! Que prazer em vê-la. – Paul disse.
- Não posso dizer o mesmo, Paul – Falei tentando transparecer calma e tranqüila.
- Meredith. Já esperava por isso. Traição! E por falar nisso... Dimitre e sua turma já estão aqui, que surpresa! Além dele, duas novatas ex-prisioneiras da nossa prisão, eu suponho – Paul falou.
Paul andou pela sala ampla, nos observando. Olhei para os guerreiros deles, a maioria eram adolescentes. E lá estava Brad, ele abriu um enorme sorriso para mim.
- Prendam os outros. Deixe-a. – Paul disse.
- Tente. – Eu disse, me aproximando dele.
Eu olhei de canto de olho para Dimitre, ele estava confiante. Se Paul ou um dos seus guardas viesse atacá-lo, ele iria com certeza matar. Mas, só eu poderia ver nos olhos dele a preocupação.
- Corajosa. – Ele refletiu. – Sabe quantos guerreiros há, apenas aqui?
- Sabe o quanto eu posso destruir esse lugar, só em um piscar de olhos? – Blefei.
Paul me encarou. Ele tinha uns 23 anos, ou pelo menos, aparentava. Ele era bem jovial, seu cabelo loiro arrepiado e olhos amendoados.
- Você não consegue – Ele disse, parecendo inseguro com o que dizia – Eu vi você tentando usar seus poderes na escada. Sim, minhas câmeras são ótimas.
Droga! Agora ele havia me pegado.
- O que você quer, infeliz? – Perguntei com raiva.
- Agora? Só conversar com você – Ele disse.
Olhei para Dimitre, Sam, Meredith, Becca, Shami e Cassie lá atrás.
- A sós – Ele acrescentou, percebendo o meu silêncio.
- Ra rá, de jeito nenhum, camarada. – Alex disse irritado.
- Ou é isso, ou vocês são mortos – Paul falou.
- Tá, tá – Eu disse para Paul, e virei para meus amigos: - Eu vou falar com ele. Qualquer grito meu, podem matar quantos quiserem.
- Kath... – Dimitre começou.
- Dimi! Eu preciso perguntar coisas a ele também, eu preciso! Como, quem matou a minha mãe... E coisas que estão acontecendo comigo. Os meus poderes... – Eu expliquei calmamente.
- Ok, entre e converse, mas qualquer grito, a gente ataca a todos – Sam disse.
- Tudo bem – Cheguei perto de Dimitre discretamente e sussurrei, de modo que só ele ouviu: - Te amo.
Ele sorriu, e eu entrei na sala a qual Paul me conduziu educadamente.
- O que foi? – Eu perguntei teimosamente á ele.
- Eu pensei que você fosse, e não eu há querer respostas, querida.
- Tá, primeiro: Quem matou minha mãe? – Eu perguntei, tentando não transparecer raiva.
- Quinn Fletcher. A mando de quem, vai ser um mistério a você.
- Hey! Você não me respondeu direito! – Acusei.
- Mais perguntas?
- Sim, que poderes são esses que todos dizem que eu possuo?
- Ah sim. Minha pergunta favorita – Ele sorriu – Você é uma Paranormal. Os paranormais costumavam ter mais poderes do quê um anjo normal. Eles são aqueles anjos com poderes avançados, mas sem treinamento. É um dom, assim como saber lutar bem, ou ser bonita.
Antigamente, eram eles os chamados ‘’bruxos’’ da época. Metade dos poderes que eles possuem é desconhecido pela sociedade, existem no máximo 8 no mundo todo. A maioria desses paranormais.
- E... Bom, você sabe de algum poder que algum deles possui? – Perguntei, esquecendo-me completamente que ele era meu inimigo.
- Um que eu conhecia previa o futuro, outro era telepata e se transmitia para a mente das pessoas muito achegadas a ele, tinha um na Romênia que levitava coisas.
Tudo isso fazia um enorme sentido. Principalmente a parte de ser meio telepata, eu me transportara para a mente do Dimitre.
- Tem como, bom... Ouvir vozes? – Eu abaixei o tom de voz, á quase um sussurro.
- Ouvir vozes? Nunca vi algum caso desses, para ser sincero. Mas, pode ser possível. Tudo, para os paranormais, pode ser possível – Ele sorriu – Agora, se me permite. Vou matar seus amigos, e fazer você como minha guerreira.
- Quê? – Eu disse, mas era tarde demais, ele chamou um dos guerreiros e disse para matar todos.
Então, foi ai que dei o sinal: Gritei. Paul olhou para mim assustado, como se eu estivesse tentando usar algum dos meus poderes. Mas, ai depois percebeu que esse era o sinal de que, era para meus amigos lutarem.
- Quer mesmo que eles morram tentando vencer? – Paul falou com a voz calma.
- Seu grande imbecil, eu vou matar você! – Avancei para ele. Mas, no mesmo instante algo me impediu de fazer qualquer coisa. Eu me paralisei ao olhar alguém passando, era uma menina de cabelos loiros, ela olhou diretamente para mim, a pele pálida, e a roupa, que mais pareciam trapos.
Paul se assustou com minha repentina mudança de opinião, e olhou para trás. Ele se virou para mim.
- O que foi? – Ele perguntou.
- Você não viu? – Eu perguntei.
- Não – Ele parecia sincero e ao mesmo tempo perplexo.
Aproveitei-me da perplexidade dele para dar-lhe um soco. Ele titubeou, cambaleando para os lados e depois eu corri indo para a sala.
Aquela perfeita sala cheia de guerreiros, agora estava um campo de batalha. Meus amigos estavam todos machucados.
- Rápido, fujam! – Eu disse.
Eles me obedeceram sem reclamar. Pulamos a janela, e voamos.
- Porque não fomos bloqueados pelo escudo de proteção para invasores? – Eu perguntei.
- Paul e os guerreiros estavam ocupados demais, acho eu. – Dimitre disse – O que vocês conversaram?
- Perguntei quem tinha matado minha mãe. Foi o Quinn Fletcher, mas ele não me disse que foi que mandou o Quinn matar. Perguntei também sobre... Bom, poderes que eu tenho. Ele disse que eu sou uma, paranormal.
- O que? – Meredith disse perplexa. – Isso é muito raro!
Reparei em todos: Sam, Becca, Cassie, Alex, Shami e Dimitre, todos perplexos e boquiabertos.
- Kath, isso significa muito - Dimitre disse
- É, ele me disse que era raro. Mas, tão raro assim? - Eu perguntei.
- Sim, muito - Dimitre disse - Você ja sentiu poderes?
- Sim, eu me comuniquei com você por telepatia e... Espere! Você se lembra? De ter me sentido na comunicação? - Perguntei repetinamente, me lembrando do momento em que ele dissera meu nome.
- Sim. Eu achei que fosse só ilusão - Ele disse - Já sentiu outros, além desse?
- Sim, tem aquela energia que eu solto.
- É mesmo, nós ja vimos - Meredith disse - Mas, algo me diz que você tem mais.
Engoli seco. Lembrei-me das visões de pessoas que eu tinha, e as vozes que eu ouvi. Então disse:
- Esta enganada. Eu só tenho esses.
- Para onde vamos? Todas as casas estão fora de questão, o perigo é intenso em cada uma delas que passamos – Meredith perguntou.
- Vamos para a minha casa – Pensei esperançosa.
- A sua casa esta incluída em ‘’Perigo intenso’’ – Meredith retrucou.
- Não importa quantas casas ficaremos Meredith, todas nós saímos em menos de uma semana – Eu contrapus.
- Ela tem razão – Becca disse. Meredith fez muxoxo, mas nada falou. Becca lançou um sorrisinho de vitória.
- Então vamos para a casa dela? – Sam perguntou quando Meredith abriu a boca, impedindo-a de dar um dos seus ataques verbais em Becca.
- Sim – Dimitre disse, mas acrescentou rigoroso: - Não digam nada até chegarmos lá. Vamos separados em grupos.
- Por que? – Shami perguntou curiosa.
- Não acha que um bando de anjos das sombras voando não vai chamar atenção? – Ele disse – Os grupos serão: Shami, Alex e Cassie, eu com...
- Com a Kath – Meredith e completou bocejando, e sarcástica acrescentou: – Que grande surpresa!
Todos riram apenas Cassie, não caiu na gargalhada como os outros, que com certeza não entendeu a piada. Até mesmo Becca que era revoltada com Meredith abriu um sorrisinho debochado. Eu corei de leve, Dimitre prendeu o riso.
- Continuando – Dimitre disse lançando á Meredith um olhar severo – Kath, Sam e eu vamos pelo norte e Meredith, Cassie e...
- Não mesmo! – Becca exclamou. No inicio eu não entendi porque ela estava tão exaltada, depois percebi que ela iria com Meredith – Nada disso!
- Concordo com ela – Meredith disse, desviando-se da imensa arvore que iria impedi-la de continuar voando.
- Vocês precisam ficar unidas! – Sam disse
- Botou moral, irmão – Alex murmurou com uma risadinha. Ele estava machucado, e por isso era o que voava mais lentamente, isso não o impedia de fazer piadinhas constantes.
- Ah, desisto! – Dimitre suspirou – Vamos assim mesmo, amo chamar atenção.
Eu dei um sorrisinho para ele, que retribuiu discretamente. Ele se aproximou.
- Preciso pedir uma coisa a você – Ele sussurrou.
- Fale – Eu pedi.
- Quando voltarmos para sua casa, nós vamos tentar não chamar atenção. Misturar-nos com o colegial, e ser alunos normais. Você vai ter que ficar com suas amigas, e assistir aulas. Uma estudante normal, sem chamar atenção de nenhum anjo que quer nos ver mortos. Ok?
- Tudo bem – Disse – Mas, você vai ficar lá no colégio, tudo bem?
- Ok – Ele disse sorrindo.
- Mas, porque nós não podemos chamar atenção? Alem do mais, anjos no meio de humanos chamam atenção.
- De fato. Porém, devo ressaltar que anjos das sombras não podem chamar muita atenção, eles podem ser idiotas, mas não são burros. Eles não querem brigar.
Capitulo 17
Avistei minha casa. Era algo tão esquecido... Na verdade, não era tão esquecido, era mais evitado. Más lembranças do dia que cheguei em casa e vi o cadáver de minha mãe no quarto dela. Quinn Fletcher á matara, a mando de quem, eu não sabia. A raiva subiu, respirei e entrei na minha casa.
Fui direto ao meu quarto, subi as escadas, deixando todos lá embaixo á vontade. A casa estava escura. Eu respirei e continuei meu percurso até meu quarto. Virei-me para o corredor, andei em direção á porta de meu quarto. Parei instantaneamente quando vi. Eu fiquei paralisada e abismada. Seria mesmo possível?
Gelei. Minha mãe estava parada na porta do meu quarto. Mas, não era minha mãe. Minha mãe era firme, risonha e corada. Esta mulher que parecia com minha mãe era sem cor, até parecia ser transparente. Mas, fora ser pálida e quase transparente ela era, sem dúvida minha mãe.
Aquilo seria um fantasma? Engoli seco. Que tipo de dom é esse? Que privilegio ver fantasmas o dom paranormal me trouxera?
Ela avançou dois passos curtos à frente. Queria gritar, mas o grito congelara na minha garganta.
- Como...? – Eu balbuciei.
- Boa sorte – Uma voz ecoou, era gélida e sem emoção. A boca dela não se mexera, mas tinha uma impressão que ela que dissera.
Ela derrepente ela desapareceu, deixando o eco gélido pelo corredor sombrio.
Tudo aquilo era muito ruim, mas minha alma talvez corrompida pelas sombras, agora não podia julgar.
The end ( Planejando o Segundo livro, e editando este)